A uma nova insistência da moderadora sobre se têm
tido consequências da parte da OF as irregularidades
entretanto detectadas, a resposta não se fez esperar,
garantindo o bastonário a certeza da actuação imediata
da Ordem através dos seus conselhos jurisdicionais, o
que já foi feito anteriormente com a abertura de inqué‑
ritos e consequentes processos disciplinares.
Foi ainda mais longe na sua explicitação sobre este
tema, apelando à necessidade de o Estado passar a
trabalhar com dados reais, de forma a cruzá‑los, o que
é fundamental para a sua interpretação. É preciso que
existam sistemas baseados em tecnologias de informa‑
ção que dialoguem entre si, acrescentou Carlos Maurí‑
cio Barbosa, que, aproveitando o uso da palavra, lançou
uma pergunta oportuna: “Sabe que se investe imenso
em Portugal em tecnologias de informação que não dia‑
logam entre si? Ora isso é lamentável…”
Fátima Campos Ferreira corroborou a ideia com a pos‑
sibilidade de haver sistemas diferentes, mesmo na
administração pública. O bastonário da OF confirmou
que, na realidade, existem sistemas diferentes, muito
especialmente na área da saúde, insistindo que, nas
actuais circunstâncias de desenvolvimento no domínio
das tecnologias de informação de comunicação, não
faz qualquer sentido que o Estado não saiba quem
são e quantos são os utentes do Serviço Nacional de
Saúde (SNS); quem são os potenciais prescritores;
quem são as farmácias que podem dispensar esses
medicamentos à população e quem são os farmacêu‑
ticos que trabalham nessas farmácias. “Todos estes
elementos são fundamentais para que se possa tra‑
“Não faz qualquer sentido que
o Estado não saiba quem são
e quantos são os utentes do
Serviço Nacional de Saúde; quem
são os potenciais prescritores;
quem são as farmácias que
podem dispensar esses
medicamentos à população e
quem são os farmacêuticos que
trabalham nessas farmácias”