O bastonário sublinhou a
importância da aposta nos
cuidados de saúde primários
e afirmou que nesta matéria
“os farmacêuticos comunitários
podem dar grandes contributos
no domínio da saúde pública”
adoptado um sistema misto, em que uma parte da ac‑
tual margem seja substituída por um valor relativo ao
acto farmacêutico e a outra parte seja uma margem
regressiva, que vai diminuindo à medida que aumenta
o preço do medicamento”, acrescentou.
O bastonário da OF elogiou as referências no documen‑
to apresentado pelo ministro das Finanças relativas à
obrigatoriedade de prescrição dos medicamentos por
DCI, considerando que a sua concretização “será um
contributo fortíssimo para a dinamização do mercado
de genéricos em Portugal” e permitirá gerar grandes
poupanças quer para o Estado quer para os cidadãos.
O bastonário elogiou também “a grande coragem do
Governo” ao avançar com a instituição de protocolos
terapêuticos na prescrição em ambulatório, defenden‑
do que tem havido “pouca disciplina” neste domínio e
que isso que acarreta “custos desnecessários para o
País”.
Ao nível dos cuidados de saúde primários, o bastoná‑
rio da OF sublinhou a importância de uma aposta nes‑
ta área, apontando que, nesta matéria, “os farmacêu‑
ticos comunitários podem dar grandes contributos no
domínio da saúde pública”.“Há uma grande capacidade
instalada em termos de força humana, em termos de
competência, que pode e deve ser rentabilizada, do
ponto de vista dos cuidados de saúde primários”, de‑
fendeu Carlos Maurício Barbosa.
“A OF está disponível para
ajudar o Governo no esforço de
reconstrução nacional”
“O sector do medicamento no
ambulatório já se encontra a
contribuir de forma efectiva
para a diminuição da despesa
pública”
“Defendo que seja adoptado
um sistema misto, em que uma
parte da margem [das farmácias]
seja substituída por um valor
relativo ao acto farmacêutico”
afirmou o bastonário
vem defendendo já há bastantes anos. Muitas delas
ainda não foram aplicadas por falta de coragem política
dos sucessivos governos. Vemos com muito bons olhos
medidas que tragam racionalidade ao sistema de saú‑
de. Na sua maioria vêm concretizar o memorando de
entendimento com a
troika
”, defendeu Carlos Maurício
Barbosa.
O bastonário sublinhou que a OF tem consciência da
situação de crise que afecta o País e, também, por isso,
“está disponível para ajudar o Governo no esforço de
reconstrução nacional”. No entanto, lembrou que, no
sector do medicamento para o ambulatório, já foi pos‑
sível, nos primeiros seis meses deste ano, uma diminui‑
ção dos gastos na ordem dos 160 milhões de euros,
entendendo que, desta forma, o sector “já se encontra
a contribuir de forma efectiva para a diminuição da des‑
pesa pública”.
Em relação à alteração do modelo de remuneração das
farmácias, Carlos Maurício Barbosa afirmou que o ac‑
tual sistema de margem fixa sobre o preço do medica‑
mento é um modelo que “está esgotado e não valoriza
o acto farmacêutico profissional”. “Defendo que seja