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Quando em Fevereiro deste ano o senhor bastonário
me falou no interesse da Ordem dos Farmacêuticos em
disponibilizar ao Ministério da Saúde uma colecção de
Normas de Orientação, que permitissem basear as de‑
cisões terapêuticas na mais recente evidência científica
e suportadas no conhecimento das relações risco/bene‑
fício do uso dos medicamentos, aceitei com prazer essa
colaboração. Na primeira reunião com os profissionais
indicados para o grupo de trabalho, percebi que estava
entre farmacêuticos qualificados, que representavam
as vertentes da actividade que mais preocupações têm
com a racionalidade do uso de medicamentos e por
quem tinha consideração e em quem depositava con‑
fiança.
Com o respeito entre todos os membros da equipa, fo‑
ram definidas metodologias de trabalho em que cada
um realizou uma tarefa específica, para, numa missão
integrada, todos poderem analisar o trabalho de todos.
Assim se foram seguindo as múltiplas reuniões que vie‑
ram a culminar no trabalho final concluído no início de
Junho.
Sem dúvida que foi um trabalho enriquecedor e foi rea­
lizado na perspectiva de que pudesse ser útil a quem
dele viesse a usufruir. Se terá ou não importância, só a
aplicabilidade que dele se fizer e o interesse de quem
na tutela o vier a supervisionar o poderá demonstrar.
A equipa que a ele se dedicou afincadamente atribui­
‑lhe importância e tem consciência que será útil… mas
se é aplicável ou não, já não depende de nós. É bom
acreditar que pode ter impacto, assim o desejem os
outros profissionais de saúde que com ele possam
equacionar a possibilidade de existir uma ferramenta
que, aperfeiçoada, pode melhorar os níveis de prática
profissional.
Responsável pela elaboração da proposta de Normas de Orientação
Terapêutica
Breves Notas sobre o Grupo de Trabalho
À equipa agradeço o esforço, o empenho e a dedicação
e permitam‑me que destaque os que, no secretariado,
se superaram para que pudéssemos atender à urgência
da situação.
Pela nossa parte, cumprimos e é bom cumprir. Os ou‑
tros que nos julguem.
Fizeram parte da equipa de trabalho os farmacêuticos
Armando Alcobia, Isabel Vitória Figueiredo, Lígia Reis,
Manuela Teixeira, Paula Almeida e Rute Horta, a quem
reconhecidamente agradeço.
Margarida Caramona
Coordenadora do Grupo de Trabalho responsável pela elaboração das
Normas de Orientação Terapêutica
Margarida Caramona é professora catedrática de Farmacologia
da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
substituem a avaliação profissional, nem constituem a
única abordagem possível em cada caso. A sequência
farmacológica sugerida pretende ser uma indicação de
partida útil, sendo que a terapêutica deve ser adaptada
a cada indivíduo e à sua resposta individual. Cada norma
pressupõe que o profissional de saúde considere as indi‑
cações, contra-indicações e interacções de cada fárma‑
co, bem como a resposta específica de cada indivíduo.
Além destas medidas estruturais, foram também abor‑
dados na reunião temas como a redução da despesa
hospitalar com medicamento, tendo sido referida a im‑
portância de uma cooperação permanente entre a Or‑
dem e o Ministério da Saúde. Carlos Maurício Barbosa
apresentou ainda a posição da Ordem relativamente a
matérias como a criação de uma terceira lista de medi‑
camentos não sujeitos a receita médica de dispensa ex‑
clusiva em farmácias, as farmácias privadas nos hospi‑
tais, a instituição de uma carreira farmacêutica no SNS,
o modelo de propriedade de farmácia assente na indivi‑
sibilidade entre a propriedade e a direcção técnica, bem
como a metodologia para atribuição de nos alvarás de
farmácia, e a legislação para o sector das análises clíni‑
cas, designadamente no que respeita ao licenciamento
e inspecção dos laboratórios de análises clínicas.