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Roteiros Farmacêuticos
REVISTA DA ORDEM DOS FARMACÊUTICOS
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PERCURSOS
*
05 DEZ’16
LOURES
• Hospital Beatriz Ângelo
• Farmácia Beatriz Ângelo
*
30 NOV’16
PORTO
• Farmácia das Antas
• Farmácia Queijas Ferreira
*
29 NOV’16
PENAFIEL
• Bastos Viegas
*
28 NOV’16
PORTO
• Instituto Português de Oncologia do Porto
*
28 NOV’16
VILA NOVA DE GAIA
• Farmácia Couto
• Farmácia São Paio
*
29 OUT’16
PONTE DE LIMA
• Laboratório de Análises Clínicas Manuel Pimenta
• Farmácia Dona Teresa
• Farmácia da Misericódria
*
28 OUT’16
VILA NOVA DE Gaia
• Centro Hospitalar de V.N.Gaia/Espinho
*
28 OUT’16
PORTO
responder aos desafios da inovação, do acesso
aos cuidados de saúde e da atualização e qua-
lificação permanente.
DISPOSITIVOS MÉDICOS
DE ORIGEM NACIONAL
Numa visita dedicada especificamente ao setor
dos dispositivos médicos, cuja relevância para
o sistema de saúde e para própria profissão
farmacêutica se vem acentuando, a bastonária
foi conhecer um dos vários bons exemplos de
empresas portuguesas altamente credenciadas
a nível internacional. A Bastos Viegas é uma
referência a nível mundial na área dos disposi-
tivos médicos, sobretudo enquanto produtora
de materiais descartáveis para bloco operatório.
Entre os cerca de 400 colaboradores, estão cinco
farmacêuticas que assumem responsabilidades
em áreas-chave da empresa, como os registos e
a regulamentação, o controlo de qualidade, os
processos de esterilização, o desenvolvimento de
novos produtos, a avaliação clínica e realização
de testes, na microbiologia ou na direção técnica.
Em conversa com o presidente da empresa, Luís
Guimarães, foi realçada alguma desmotivação
deste operador para investir no mercado nacio-
nal na atual conjuntura, situação que ressalta
Unidade Local de Saúde do Alto Minho (UL-
SAM) tem assumido, ao fomentar a internali-
zação das análises clínicas no Hospital Conde
de Bertiandos, em Ponte de Lima. Ao obrigar
os utentes a realizar os exames laboratoriais nas
unidades sob a sua jurisdição, a ULSAM está
a violar o princípio da liberdade de escolha e
a colocar em causa a viabilidade económica de
vários pequenos e médios operadores de toda
a região do Alto Minho.
FARMÁCIA COMUNITÁRIA
SEMPRE PRESENTE
Em cada um dos Roteiros realizados ao longo
de 2016, houve sempre preocupação de visi-
tar os colegas farmacêuticos comunitários e
com eles analisar o panorama atual do setor,
os serviços disponibilizados à população, as
suas necessidades em saúde e o futuro de um
ramo de atividade que é a fase mais visível da
profissão. Em mais de uma dezena de visitas a
farmácias comunitárias, no norte, no centro
e no sul do País, bem como nas regiões autó-
nomas, a bastonária confirmou no terreno a
dedicação e o empenho dos colegas na presta-
ção de um serviço de qualidade, assente num
relacionamento próximo com os seus utentes e
numa disponibilidade para responder aos seus
problemas de saúde.
Em cada uma destas visitas, foram referidas as
dificuldades económicas destes operadores e
avaliado o impacto das medidas recentemente
adotadas para o setor. Entre os principais ser-
viços farmacêuticos disponibilizados por estas
unidades estão a preparação de medicamentos
em dose individualizada para doentes polimedi-
cados, a entrega de medicamentos ao domicílio,
a medição de vários parâmetros bioquímicos,
administração de vacinas, a deteção de inte-
rações medicamentosas e reações adversas, as
consultas nas áreas da nutrição, dermocosmética,
podologia, tabagismo, entre outros.
Em todas estas iniciativas, a bastonária agrade-
ceu o trabalho das respetivas equipas em prol
dos doentes, mas também em favor de toda uma
profissão que ao longo dos anos conquistou a
confiança dos portugueses e que tem sabido
da elevada burocracia exigida pela autoridade
reguladora, dos atrasos nos pagamentos ou das
medidas administrativas para redução de preços,
fatores impedem o crescimento destes projetos.
Apesar disso, a empresa mantém uma dinâmica
assinalável e um crescimento sustentado nos mer-
cados internacionais. Ana Paula Martins salien-
tou que o País precisa de conhecer exemplos de
empresas como a Bastos Viegas para aumentar a
sua confiança e autoestima e demonstrar a capa-
cidade para fazer tão bem oumelhor que outros.
LOURES A FECHAR O ANO
O último Roteiro realizado em 2016 levou a
bastonária ao Hospital Beatriz Ângelo (HBA),
em Loures, para conhecer mais um exemplo de
uma unidade de saúde gerida em parceira públi-
co-privada, tal como havia acontecido em Vila
Franca de Xira. Ana Paula Martins considera
que estes modelos de gestão na área da Saúde
devem ser alvo de uma discussão séria, mas
serena, longe de ideologias e preconceitos, e as-
sente em indicadores e resultados. A bastonária
lembrou que a maioria dos farmacêuticos exerce
a profissão no setor privado e que a existência
destes operadores cria uma competição saudável
no sistema de saúde. Na sua opinião, estas expe-
riências fornecem importantes aprendizagens,
nomeadamente ao nível da contratualização e
dos indicadores de atividade.
À saída desta visita ao HBA, a bastonária pas-
sou também pela farmácia comunitária situada
à entrada do hospital. Inaugurada em 2013, a
Farmácia Beatriz Ângelo contraria o exemplo
dado pelos encerramentos de outras unidades
abertas ao abrigo do regime jurídico para as far-
mácias de venda de medicamentos ao público
nos hospitais, e que motivou uma recente deci-
são do Governo de abandonar o modelo. Ana
Paula Martins disse que a Ordem acompanhará
atentamente os desenvolvimentos em torno do
encerramento destas unidades.
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Proconfar, Ribeira Grande, Açores
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