Roteiros Farmacêuticos
REVISTA DA ORDEM DOS FARMACÊUTICOS
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seu quotidiano laboral. Em ambas as visitas
a bastonária registou da parte dos respetivos
conselhos de administração um sentido re-
conhecimento da importância de um serviço
farmacêutico devidamente capacitado, quer em
termos de equipamentos, quer em recursos hu-
manos qualificados. Ao percorrer as respetivas
instalações, a bastonária sublinhou os esforços
da OF na defesa da criação de uma Carreira
Farmacêutica no Serviço Nacional de Saúde
(SNS), que reconheça a diferenciação, a qualifi-
cação e a responsabilidade destes profissionais,
e que permita enquadrar a sua atividade num
percurso formativo que assegure as competên-
cias necessárias para o desempenho das funções
reservadas aos farmacêuticos.
Este foi também um dos temas principais das
visitas realizadas ao Centro Hospitalar de Lis-
boa Norte - Hospital de Santa Maria e ao Cen-
tro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho
- antigo Hospital Eduardo Santos Silva. Neste
último caso, foi também evidente a precarida-
de das instalações dos Serviços Farmacêuti-
cos, situados num contentor, em área exígua
e condições desadequadas, situação que foi
prontamente condenada pela bastonária e que
motivou, inclusivamente, a intervenção imediata
do Ministério da Saúde no sentido de avaliar as
necessidades do serviço e dotá-lo de condições
ajustadas às suas importantes funções no seio da
atividade hospitalar. Ana Paula Martins louvou
o esforço suplementar que estes colegas têm de
despender para manter a segurança em todo o
circuito do medicamento hospitalar.
A visita ao Hospital de Santa Maria, por sua vez,
teve também o objetivo de conhecer as novas
instalações da farmácia de ambulatório, que
vieram ocupar o espaço onde até há três anos
esteve instalada uma farmácia privada. Este
novo espaço recebe os cerca de 400 doentes
que diariamente se deslocam ao hospital para
levantar a sua medicação, permitindo também
um contacto mais próximo e a prestação de um
serviço mais personalizado junto dos utentes,
além de oferecer melhores condições de trabalho
para os profissionais farmacêuticos.
A REALIDADE NAS
REGIÕES AUTÓNOMAS
As regiões autónomas da Madeira e dos Açores
também receberam a visita da bastonária, em
dois Roteiros distintos. O percurso na Madeira
envolveu a visita ao Hospital Dr. Nélio Men-
donça, ao Centro de Química da Madeira, à
empresa de distribuição Farmadeira e a três
farmácias comunitárias – duas no Funchal e
outra a norte da ilha, em Santana. Pelo meio,
houve ainda oportunidade para reunir com o
então secretário Regional da Saúde, João Faria
Nunes, num encontro em que se passaram em
revista os aspetos mais relevantes do sistema de
saúde madeirense. Aproveitando informações
e preocupações transmitidas pelos colegas far-
macêuticos nas visitas anteriores, a bastonária
questionou o membro do Governo Regional
sobre várias matérias específicas relacionadas
com o exercício da profissão farmacêutica no
arquipélago e alertou o responsável para al-
guns temas que carecem de intervenção mais
urgente, como as falhas na contagem do tempo
de serviço dos farmacêuticos hospitalares com
contrato de prestação de serviços, os problemas
no abastecimento do mercado farmacêutico re-
gional, a difícil situação económica e financeira
dos operadores privados na área da Saúde (casos
das farmácias e laboratórios de análises), e a in-
tegração dos serviços farmacêuticos prestados
ao nível das farmácias comunitárias na rede de
cuidados de saúde primários.
Já o Roteiro realizado nos Açores passou por
três ilhas – Terceira, São Miguel e Santa Maria.
Começou no Hospital do Santo Espírito, em
Angra do Heroísmo, onde foram analisadas
algumas particularidades da atividade hospi-
talar em todo o arquipélago, em especial a co-
laboração com as Unidades de Saúde de Ilha e
a relação com os cuidados de saúde primários.
Em seguida, passou pelo laboratório de análises
clínicas propriedade do ex-presidente da Dele-
gação Regional dos Açores da OF, João Pedro
Toste de Freitas, onde se constatou o elevado
volume de exames complementares de diag-
nóstico diariamente realizados nesta unidade,
a sua capacidade de resposta e o grau de satis-
fação dos utentes.
Posteriormente, na ilha de São Miguel, a bas-
tonária visitou o Hospital do Divino Espírito
Santo, onde foi recebida pela farmacêutica ad-
ministradora Madalena Melo, que conduziu a
comitiva da OF pelos Serviços Farmacêuticos,
apresentando os colaboradores e descrevendo as
suas funções e responsabilidades. A bastonária
seguiu depois para as instalações do distribuidor
A BASTONÁRIA TEM VINDO
A REALÇAR OS ESFORÇOS
DA OF NA DEFESA DE UMA
CARREIRA NO SNS EXCLUSIVA
PARA FARMACÊUTICOS, QUE
RECONHEÇA A DIFERENCIAÇÃO,
A QUALIFICAÇÃO E A
RESPONSABILIDADE DESTES
PROFISSIONAIS
Centro Hospitalar de Vila de Nova de Gaia/Espinho
Laboratório Brum & Freitas