ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 77

ser o programa de governo para a área do medica‑
mento.
Julgo que o bastonário tocou nos aspectos essen‑
ciais. Fê­‑lo com determinação e com soluções, o que
é sempre importante quando há uma intervenção de
uma Ordem. As críticas próprias de quem convive neste
satélite da saúde devem ser sempre construtivas, sem
deixar de apresentar soluções e de nos disponibilizar
para participar.
Também interpretei a sua intervenção como um incen‑
tivo para que os farmacêuticos continuem abertos ao
diálogo e disponíveis para encontrar as melhores solu‑
ções para o nosso sistema de saúde.
Entendo também que o bastonário nos quis transmitir,
de um modo transversal, que o mais importante são as
pessoas, os cidadãos que necessitam diariamente da‑
quilo que nós, farmacêuticos, lhes temos para oferecer
e do valor que trazemos. Essa é a nossa razão de ser
enquanto profissionais de saúde.
1.
Obrigatoriamente um balan‑
ço muito positivo. Durante os
dias em decorreu o simpósio e
o congresso, os farmacêuticos
portugueses tiveram oportu‑
nidade de discutir seriamente
assuntos que lhes dizem res‑
peito, fosse qual fosse a área
de interesse ou de exercício
profissional. Se me permitem
uma sugestão para próximos congressos, há assun‑
tos que são transversais a diversas áreas de exercí‑
cio, poderia ser interessante ter sessões conjuntas
de um tema comum discutida entre farmacêuticos de
especialidades diferentes.
2.
Considerei importante e interessante a presença
do ministro da Saúde no congresso. Espero que seja
um sinal de que o Ministério considera a classe far‑
macêutica como mais um elemento fundamental na
prestação de cuidados de saúde e uma parceira no es‑
tabelecimento e concretização das políticas de saúde
nacionais.
3.
Foi com atenção que segui o discurso do bastoná‑
rio. Fiquei agradada por verificar que elencou todos os
problemas que afectam os farmacêuticos, mas mais do
que tudo foram importantes as soluções que apontou
para a resolução desses mesmos problemas. Todos te‑
mos um papel a desempenhar na cadeia da prestação
de serviços de saúde e os farmacêuticos hospitalares
viram a sua luta pela dignificação e reconhecimento do
exercício profissional ser defendida pelo Bastonário da
OF desde a sua tomada de posse. Por isso foi reconfor‑
tante ouvir, uma vez mais, a reinvidicação da criação da
carreira farmacêutica no SNS.
1.
O balanço é positivo. Foram
abordados temas bastante per‑
tinentes e oportunos e ficou de‑
monstrada a elevada abrangên‑
cia da profissão. Pecou apenas,
na minha opinião, pelos atrasos
e pela coordenação dos tempos
das intervenções. Foi aliás por
isso que, com muita pena minha,
não pude estar presente na ses‑
são de encerramento e na ho‑
menagem ao Dr. João Cordeiro.
2.
A presença do senhor ministro foi importante, sen‑
do de realçar que tinha acabado de tomar posse. Te‑
mos de agradecer ao senhor bastonário o empenho
que teve nesse sentido. O tempo que esteve no cargo
foi curto, mas ficou evidente a vontade de contar com
os farmacêuticos.
3.
Sob o ponto de vista político o discurso do senhor
bastonário deixou alertas bastante importantes e
oportunos, o que foi enaltecido pelo ministro, que re‑
feriu, inclusivamente, que tinha ali o programa de go‑
verno para o sector.
1.
Fui a quase todos os con‑
gressos da Ordem no passado
e gostei deste tanto como te‑
nho gostado dos outros, apenas
com uma
nuance
sentimental, a
de que este ano a minha filha foi
uma das oradoras. Foi extraordi‑
nariamente bem organizado e to‑
das as intervenções focaram te‑
mas relevantes para a profissão.
2.
Foi o seu primeiro acto oficial e foi por isso muito
agradável e simpático para os farmacêuticos ter ido à
abertura do seu congresso, mas considero que não se
devia ter referido aos quatro anos de legislatura que iria
ter pela frente. O País estava de tal maneira conturba‑
do que não era necessário. Politicamente, acho que não
devia ter introduzido aquela observação.
3.
O bastonário tem um dom de palavra. Empolga­‑se
com as palavras e, por isso, agradou­‑me ouvi­‑lo quer na
abertura, quer no encerramento.

Luísa Alves da Costa
Farmacêutica comunitária
Aida Batista
Farmacêutica hospitalar
Maria da Luz
Sequeira
Farmacêutica comunitária
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