ser o programa de governo para a área do medica‑
mento.
Julgo que o bastonário tocou nos aspectos essen‑
ciais. Fê‑lo com determinação e com soluções, o que
é sempre importante quando há uma intervenção de
uma Ordem. As críticas próprias de quem convive neste
satélite da saúde devem ser sempre construtivas, sem
deixar de apresentar soluções e de nos disponibilizar
para participar.
Também interpretei a sua intervenção como um incen‑
tivo para que os farmacêuticos continuem abertos ao
diálogo e disponíveis para encontrar as melhores solu‑
ções para o nosso sistema de saúde.
Entendo também que o bastonário nos quis transmitir,
de um modo transversal, que o mais importante são as
pessoas, os cidadãos que necessitam diariamente da‑
quilo que nós, farmacêuticos, lhes temos para oferecer
e do valor que trazemos. Essa é a nossa razão de ser
enquanto profissionais de saúde.
1.
Obrigatoriamente um balan‑
ço muito positivo. Durante os
dias em decorreu o simpósio e
o congresso, os farmacêuticos
portugueses tiveram oportu‑
nidade de discutir seriamente
assuntos que lhes dizem res‑
peito, fosse qual fosse a área
de interesse ou de exercício
profissional. Se me permitem
uma sugestão para próximos congressos, há assun‑
tos que são transversais a diversas áreas de exercí‑
cio, poderia ser interessante ter sessões conjuntas
de um tema comum discutida entre farmacêuticos de
especialidades diferentes.
2.
Considerei importante e interessante a presença
do ministro da Saúde no congresso. Espero que seja
um sinal de que o Ministério considera a classe far‑
macêutica como mais um elemento fundamental na
prestação de cuidados de saúde e uma parceira no es‑
tabelecimento e concretização das políticas de saúde
nacionais.
3.
Foi com atenção que segui o discurso do bastoná‑
rio. Fiquei agradada por verificar que elencou todos os
problemas que afectam os farmacêuticos, mas mais do
que tudo foram importantes as soluções que apontou
para a resolução desses mesmos problemas. Todos te‑
mos um papel a desempenhar na cadeia da prestação
de serviços de saúde e os farmacêuticos hospitalares
viram a sua luta pela dignificação e reconhecimento do
exercício profissional ser defendida pelo Bastonário da
OF desde a sua tomada de posse. Por isso foi reconfor‑
tante ouvir, uma vez mais, a reinvidicação da criação da
carreira farmacêutica no SNS.
1.
O balanço é positivo. Foram
abordados temas bastante per‑
tinentes e oportunos e ficou de‑
monstrada a elevada abrangên‑
cia da profissão. Pecou apenas,
na minha opinião, pelos atrasos
e pela coordenação dos tempos
das intervenções. Foi aliás por
isso que, com muita pena minha,
não pude estar presente na ses‑
são de encerramento e na ho‑
menagem ao Dr. João Cordeiro.
2.
A presença do senhor ministro foi importante, sen‑
do de realçar que tinha acabado de tomar posse. Te‑
mos de agradecer ao senhor bastonário o empenho
que teve nesse sentido. O tempo que esteve no cargo
foi curto, mas ficou evidente a vontade de contar com
os farmacêuticos.
3.
Sob o ponto de vista político o discurso do senhor
bastonário deixou alertas bastante importantes e
oportunos, o que foi enaltecido pelo ministro, que re‑
feriu, inclusivamente, que tinha ali o programa de go‑
verno para o sector.
1.
Fui a quase todos os con‑
gressos da Ordem no passado
e gostei deste tanto como te‑
nho gostado dos outros, apenas
com uma
nuance
sentimental, a
de que este ano a minha filha foi
uma das oradoras. Foi extraordi‑
nariamente bem organizado e to‑
das as intervenções focaram te‑
mas relevantes para a profissão.
2.
Foi o seu primeiro acto oficial e foi por isso muito
agradável e simpático para os farmacêuticos ter ido à
abertura do seu congresso, mas considero que não se
devia ter referido aos quatro anos de legislatura que iria
ter pela frente. O País estava de tal maneira conturba‑
do que não era necessário. Politicamente, acho que não
devia ter introduzido aquela observação.
3.
O bastonário tem um dom de palavra. Empolga‑se
com as palavras e, por isso, agradou‑me ouvi‑lo quer na
abertura, quer no encerramento.
Luísa Alves da Costa
Farmacêutica comunitária
Aida Batista
Farmacêutica hospitalar
Maria da Luz
Sequeira
Farmacêutica comunitária