ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 76

congresso são também uma evidência da pertinência de
debater a Saúde em Portugal. Actualmente, só uma visão
integrada da Saúde, onde se insere, naturalmente, o far‑
macêutico, poderá contribuir para melhorar de forma sig‑
nificativa a saúde e a qualidade de vida das populações.
2.
É saudável que o debate do futuro da Saúde em Por‑
tugal se faça com o contributo de todos. Nesse sen‑
tido, a presença do ministro Fernando Leal da Costa
constituiu um importante contributo para aprofundar as
sinergias no sector.
3.
O bastonário Carlos Maurício Barbosa focou um
ponto essencial quando referiu que a cadeia de valor
do medicamento – indústria, distribuição e farmácia
– foi forçada a contribuir amplamente para a redução
das despesas públicas com medicamentos. Escolher o
congresso para apresentar os efeitos colaterais graves
deste esforço constitui mais um indicador da urgência
em garantir a sustentabilidade económica dos agentes
da área da Saúde.
1.
Foi mais um importante mo‑
mento de reunião da classe e
de reflexão conjunta sobre a
profissão farmacêutica, o seu
papel na sociedade e os con‑
tributos e desafios que se co‑
locam ao sector. Diria que, no
que respeita à Farmácia Comu‑
nitária, foi um novo e necessá‑
rio sublinhar dos caminhos fu‑
turos que permitirão explorar o enorme potencial que
existe na nossa rede.
2.
A presença do ministro é um sinal do reconheci‑
mento, por parte do Governo, do contributo que a pro‑
fissão tem prestado à Saúde em Portugal, demons‑
trando, ao mesmo tempo, abertura para aprofundar o
caminho de diálogo que vem sendo construído com o
poder político.
3.
Foi um discurso pragmático e arguto, com o qual o
Sr. bastonário colocou “o dedo na ferida”. Ao eviden‑
ciar que palavra e acção não são sinónimos, sublinhou
o muito que há por fazer no sector em prol da saúde
e das contas públicas. Ressalvamos, neste aspecto, a
ideia de uma reforma do sistema de saúde que não só
integre as farmácias, mas necessariamente as coloque
no centro da rede de cuidados primários.
1.
O Congresso Nacional dos Farmacêuticos é um mo‑
mento fundamental de reunião e discussão de ideias
e permite aos farmacêuticos, independentemente da
área de especialidade, debater
e refletir sobre os desafios da
profissão e a forma mais ade‑
quada de lhes responder, tendo
sempre como guia a prestação
de um serviço de qualidade ao
utente. E o congresso de 2015
manteve esse compromisso.
2.
Creio que a presença do mi‑
nistro da Saúde demonstra a
existência de um espírito de abertura e cooperação por
parte da Tutela, o que é de saudar.
3.
A intervenção do bastonário da OF traçou um
quadro realista das dificuldades vividas hoje pelas
farmácias, devido às profundas alterações no circui‑
to do medicamento, destacando a necessidade de
medidas estruturais e reformistas que permitam as‑
segurar um bom nível de serviço ao doente, a par
da viabilização das farmácias. Entre estas, o reforço
das competências legais dos farmacêuticos e o alar‑
gamento da sua intervenção no sistema de saúde,
representariam claramente um benefício significativo
na promoção de saúde para o cidadão, e uma pou‑
pança para o Estado.
1.
Considero que o congres‑
so foi um êxito. O Congresso
da Ordem é sempre um dos
momentos altos da profissão,
como costumamos dizer, e senti
uma plateia muito animada, in‑
teressada e activa, e isso é um
sinal de vitalidade da profissão.
Registei também com muito
agrado a participação de muitos
jovens no evento. Senti também da sua parte um inte‑
resse sincero nas várias áreas de exercício profissional
que ali estiveram em debate.
2.
A presença do ministro foi um sinal inequívoco de
que o governo olha para os farmacêuticos como uma
profissão do presente e uma profissão do futuro.
3.
Ouvi o bastonário com muita atenção, como sem‑
pre faço com todos os nossos bastonários. Por um
lado, considero que o discurso chamou a atenção
para os problemas que o nosso sistema de saúde
ainda tem e que precisam de ser atendidos. Mas, ao
mesmo tempo, foi um discurso que apresentou solu‑
ções claras e objectivas, ao ponto do próprio ministro
ter dito depois, na sua intervenção e com uma certa
graça, que já estava ali grande parte do que poderia
Manuela Pacheco
Presidente da AFP
Paulo Cleto Duarte
Presidente da ANF
Ana Paula Martins
Professora universitária
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