ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 71

abrangem cerca de 80 por cento da actividade dos far‑
macêuticos portugueses, formando quatro painéis de
debate que antecederam a realização do Congresso Na‑
cional dos Farmacêuticos'2015) e que tiveram o propó‑
sito de perspectivar e antecipar os desafios inerentes
à profissão.
INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
Neste sentido, o primeiro painel foi dedicado à Indústria
Farmacêutica, tendo sido moderado por Nuno Moreira, pre‑
sidente do Conselho do Colégio de Especialidade de Indús‑
tria Farmacêutica da OF, e por Antonieta Lucas, presidente
do Conselho do Colégio de Especialidade de Assuntos Re‑
gulamentares da OF.
O primeiro orador, Manuel João Oliveira, do Grupo Aze‑
vedos, pronunciou­‑se sobre os “Desafios do Farmacêu‑
tico de Indústria na Era Global”, defendendo que este
profissional deve atentar a duas vertentes: o doente
e o medicamento. Este especialista em Indústria Far‑
macêutica, com largos anos de experiência na área,
salientou, durante a sua intervenção, a importância da
satisfação das necessidades do doente pela disponibi‑
lização da terapêutica, debruçando­‑se sobre questões
relacionadas com o papel do farmacêutico no futuro e
algumas valências que serão essenciais.
Em seguida, Pär Tellner, da Federação Europeia das As‑
sociações e Indústrias Farmacêuticas (EFPIA), abordou
o tema “Perspectivas Futuras da Indústria Farmacêuti‑
ca na Europa”, considerando os efeitos da colaboração
entre a Indústria Farmacêutica e os farmacêuticos. Este
responsável salientou que os farmacêuticos estão pre‑
parados para competir em áreas de crescente impor‑
tância no sector.
ANÁLISES CLÍNICAS
O segundo painel, dedicado às Análises Clínicas, foi
moderado por Ana Teresa Barreto, da Direcção Nacio‑
nal da OF, contando com a participação de Jorge Nu‑
nes de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa
de Analistas Clínicos (APAC), como primeiro orador.
“O Farmacêutico Especialista em Análises Clínicas e
Medicina Laboratorial: Desafios e Oportunidades“ foi
o tema abordado por este responsável, tendo salien‑
tado a importância das Análises Clínicas na prestação
de cuidados de saúde ao longo da vida, tanto no diag‑
nóstico como no seguimento da evolução da doença.
Segundo este especialista, os analistas têm demons‑
trado capacidade para tomar ou influenciar decisões
clínicas, tendo destacado a necessidade de uma maior
mobilização e inovação para dar a conhecer a activida‑
de destes profissionais. Jorge Nunes de Oliveira infor‑
mou ainda que os utentes solicitam cada vez mais in‑
formação e aconselhamento relativos aos dados ana‑
líticos, o que leva a que os especialistas em Análises
Clínicas estejam cada vez mais aptos para responder a
este tipo de solicitações da população.
A segunda apresentação deste painel, intitulada “As
O programa do Simpósio incluiu
painéis de debate sobre áreas
profissionais que abrangem cerca
de 80 por cento da actividade
dos farmacêuticos portugueses,
perspectivando e antecipando
os desafios que se colocam à
profissão
Jorge Nunes de Oliveira, Ana Teresa Barreto e François
Blanchecotte no painel dedicado às Análises Clínicas
Manuel João Oliveira, Antonieta Lucas, Nuno Moreira e Pär
Tellner no painel dedicado à Indústria Farmacêutica
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