ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 69

ANÁLISES TOXICOLÓGICAS,
BROMATOLÓGICAS, HIDROLÓGICAS E
AMBIENTAIS
COMPETÊNCIAS ANALÍTICAS DO FARMACÊUTICO E
SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE E DO AMBIENTE
1. Na sessão paralela estiveram em discussão temas
como as competências analíticas do farmacêutico no
que respeita ao controlo de
doping
, a investigação de
novas substâncias psicoactivas e o papel do farmacêu‑
tico no que respeita à sustentabilidade do ambiente;
2. As indústrias farmacêuticas e de biotecnologia têm
vindo a reconhecer o interesse e a necessidade de
um compromisso mundial para ajudar a mitigar o
uso indevido de substâncias dopantes, tendo sido
relevada a competência do Farmacêutico em termos
analíticos, farmacológicos e bioquímicos na execução
e interpretação dos resultados das análises efectua‑
das nos fluidos biológicos conducentes à pesquisa
dessas substâncias e dos seus metabolitos;
3. A investigação realizada pelo Laboratório de Toxico‑
logia da Faculdade de Farmácia da Universidade do
Porto sobre as novas substâncias psicoactivas, mui‑
to utilizadas pelas camadas jovens, com o objectivo
de aumentar a sensibilização para os riscos para a
saúde associados ao seu consumo, serviu de supor‑
te aos responsáveis por tomadas de decisão, com o
fecho de alguns estabelecimentos onde era feita a
sua venda livre, com a finalidade de proteger a saúde
pública de forma mais oportuna e eficaz;
4. No que concerne a água termais e sustentabilidade
do ambiente. O conhecimento sobre a génese, tem‑
peratura e mineralização das águas termais utiliza‑
das como bebidas ou como fontes de lazer (banhos,
inalações, SPA), de modo a avaliar a sua composição
química em termos qualitativos e quantitativos, serve
como referencial para a explicação das suas proprie‑
dades terapêuticas pois permite explicar a influên‑
cia que os diversos componentes presentes nessas
águas desempenham na saúde dos seus utilizadores;
5. Também assume particular interesse o estudo da
composição dos pelóides (lamas) em cosmética e
terapêutica. A implementação de novas metodolo‑
gias analíticas no controlo do teor de resíduos far‑
macêuticos e de produtos de higiene pessoal nas
estações de tratamento de águas residuais obriga
ao desenvolvimento e validação de metodologias so‑
fisticadas, constituídas por uma sucessão de passos,
sendo os mais críticos a preparação da amostra e as
condições de detecção e de quantificação dos seus
constituintes, com recurso à elucidação estrutural
química e à confirmação da sua massa molecular;
6. As embalagens alimentares devem constituir uma
protecção eficaz em relação ao ambiente que envol‑
ve o alimento. Nenhum dos materiais que se utilizam
no fabrico de embalagens são completamente iner‑
tes, podendo transferir substâncias para o alimento
em maior ou menor quantidade.
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
OS FARMACÊUTICOS NAS CIÊNCIAS DA VIDA E DA SAÚDE
1. Esta Sessão, promovida em conjunto pela OF e pela
Sociedade Portuguesa de Ciências Farmacêuticas
(SPCF), caracterizou­‑se pela excelência e diversidade
das apresentações, cobrindo temas desde a Medi‑
cina Regenerativa e Oncologia até à Reparação de
Tecidos e Novas Abordagens Farmacológicas em
Doenças Metabólicas e Psiquiátricas.
2. Os farmacêuticos têm dado cruciais contributos na
investigação científica associada às Ciências da Vida
e à Saúde da população.
3. Os conferencistas foram jovens farmacêuticos, in‑
vestigadores integrados em Centros de Espanha,
Holanda, Suécia e França.
4. Esta Sessão evidenciou a excelência da formação
básica destes jovens farmacêuticos, que beneficia‑
ram da multidisciplinariedade dos cursos de Ciências
Farmacêuticas em Portugal, dando­‑lhes capacidade
para se afirmarem como cientistas reconhecidos em
temas tão diversos.
FARMÁCIA MILITAR
QUE FUTURO PARA A FARMÁCIAMILITAR PORTUGUESA?
1. Pela primeira vez no Congresso Nacional dos Farma‑
cêuticos, foi realizada uma sessão dedicada à Far‑
mácia Militar, onde foi discutida a situação actual e
perspectivas futuras desta área de intervenção far‑
macêutica na Alemanha e em Portugal, bem como o
papel do farmacêutico militar na defesa química em
resposta a novas ameaças. Houve também lugar a
uma mesa redonda para debate acerca do futuro da
Farmácia Militar em Portugal.
2. No actual quadro político de reestruturação da Saú‑
de Militar, deverá encontrar­‑se uma solução estraté‑
gica no que respeita ao enquadramento da activida‑
de dos farmacêuticos militares nas suas missões de
interesse público, à luz do Conceito Estratégico de
Defesa Nacional.
3. À semelhança do que sucede noutros países, como
a Alemanha, a França, a Itália e o Brasil, assume par‑
ticular destaque o importante papel do Laboratório
Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, enti‑
dade central da logística sanitária militar, que pode
e deve desempenhar novas atribuições adequadas
à evolução das Forças Armadas Portuguesas, pros‑
seguindo o caminho de excelência trilhado ao longo
dos seus quase 100 anos de existência.
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