ANÁLISES TOXICOLÓGICAS,
BROMATOLÓGICAS, HIDROLÓGICAS E
AMBIENTAIS
COMPETÊNCIAS ANALÍTICAS DO FARMACÊUTICO E
SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE E DO AMBIENTE
1. Na sessão paralela estiveram em discussão temas
como as competências analíticas do farmacêutico no
que respeita ao controlo de
doping
, a investigação de
novas substâncias psicoactivas e o papel do farmacêu‑
tico no que respeita à sustentabilidade do ambiente;
2. As indústrias farmacêuticas e de biotecnologia têm
vindo a reconhecer o interesse e a necessidade de
um compromisso mundial para ajudar a mitigar o
uso indevido de substâncias dopantes, tendo sido
relevada a competência do Farmacêutico em termos
analíticos, farmacológicos e bioquímicos na execução
e interpretação dos resultados das análises efectua‑
das nos fluidos biológicos conducentes à pesquisa
dessas substâncias e dos seus metabolitos;
3. A investigação realizada pelo Laboratório de Toxico‑
logia da Faculdade de Farmácia da Universidade do
Porto sobre as novas substâncias psicoactivas, mui‑
to utilizadas pelas camadas jovens, com o objectivo
de aumentar a sensibilização para os riscos para a
saúde associados ao seu consumo, serviu de supor‑
te aos responsáveis por tomadas de decisão, com o
fecho de alguns estabelecimentos onde era feita a
sua venda livre, com a finalidade de proteger a saúde
pública de forma mais oportuna e eficaz;
4. No que concerne a água termais e sustentabilidade
do ambiente. O conhecimento sobre a génese, tem‑
peratura e mineralização das águas termais utiliza‑
das como bebidas ou como fontes de lazer (banhos,
inalações, SPA), de modo a avaliar a sua composição
química em termos qualitativos e quantitativos, serve
como referencial para a explicação das suas proprie‑
dades terapêuticas pois permite explicar a influên‑
cia que os diversos componentes presentes nessas
águas desempenham na saúde dos seus utilizadores;
5. Também assume particular interesse o estudo da
composição dos pelóides (lamas) em cosmética e
terapêutica. A implementação de novas metodolo‑
gias analíticas no controlo do teor de resíduos far‑
macêuticos e de produtos de higiene pessoal nas
estações de tratamento de águas residuais obriga
ao desenvolvimento e validação de metodologias so‑
fisticadas, constituídas por uma sucessão de passos,
sendo os mais críticos a preparação da amostra e as
condições de detecção e de quantificação dos seus
constituintes, com recurso à elucidação estrutural
química e à confirmação da sua massa molecular;
6. As embalagens alimentares devem constituir uma
protecção eficaz em relação ao ambiente que envol‑
ve o alimento. Nenhum dos materiais que se utilizam
no fabrico de embalagens são completamente iner‑
tes, podendo transferir substâncias para o alimento
em maior ou menor quantidade.
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
OS FARMACÊUTICOS NAS CIÊNCIAS DA VIDA E DA SAÚDE
1. Esta Sessão, promovida em conjunto pela OF e pela
Sociedade Portuguesa de Ciências Farmacêuticas
(SPCF), caracterizou‑se pela excelência e diversidade
das apresentações, cobrindo temas desde a Medi‑
cina Regenerativa e Oncologia até à Reparação de
Tecidos e Novas Abordagens Farmacológicas em
Doenças Metabólicas e Psiquiátricas.
2. Os farmacêuticos têm dado cruciais contributos na
investigação científica associada às Ciências da Vida
e à Saúde da população.
3. Os conferencistas foram jovens farmacêuticos, in‑
vestigadores integrados em Centros de Espanha,
Holanda, Suécia e França.
4. Esta Sessão evidenciou a excelência da formação
básica destes jovens farmacêuticos, que beneficia‑
ram da multidisciplinariedade dos cursos de Ciências
Farmacêuticas em Portugal, dando‑lhes capacidade
para se afirmarem como cientistas reconhecidos em
temas tão diversos.
FARMÁCIA MILITAR
QUE FUTURO PARA A FARMÁCIAMILITAR PORTUGUESA?
1. Pela primeira vez no Congresso Nacional dos Farma‑
cêuticos, foi realizada uma sessão dedicada à Far‑
mácia Militar, onde foi discutida a situação actual e
perspectivas futuras desta área de intervenção far‑
macêutica na Alemanha e em Portugal, bem como o
papel do farmacêutico militar na defesa química em
resposta a novas ameaças. Houve também lugar a
uma mesa redonda para debate acerca do futuro da
Farmácia Militar em Portugal.
2. No actual quadro político de reestruturação da Saú‑
de Militar, deverá encontrar‑se uma solução estraté‑
gica no que respeita ao enquadramento da activida‑
de dos farmacêuticos militares nas suas missões de
interesse público, à luz do Conceito Estratégico de
Defesa Nacional.
3. À semelhança do que sucede noutros países, como
a Alemanha, a França, a Itália e o Brasil, assume par‑
ticular destaque o importante papel do Laboratório
Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, enti‑
dade central da logística sanitária militar, que pode
e deve desempenhar novas atribuições adequadas
à evolução das Forças Armadas Portuguesas, pros‑
seguindo o caminho de excelência trilhado ao longo
dos seus quase 100 anos de existência.