DISTRIBUIÇÃO FARMACÊUTICA
DESAFIOS DO PRESENTE E FUTURONA DISTRIBUIÇÃO
FARMACÊUTICA
1. A sessão paralela de distribuição farmacêutica con‑
tou com a apresentação das perspectivas do regu‑
lador e dos distribuidores no que respeita à actuali‑
zação e desafios das Boas Práticas de Distribuição,
bem como com as perspectivas europeia e do regu‑
lador quanto à Directiva dos Medicamentos Falsifica‑
dos;
2. As Boas Práticas de Distribuição (BPD) introduzem
novas áreas de intervenção do farmacêutico, que o
obriga a desenvolver novas competências. De des‑
tacar a implementação e gestão de um Sistema de
Gestão da Qualidade, baseado na gestão do risco,
na implementação de um sistema de gestão de al‑
terações e gestão das actividades subcontratadas.
Um outro novo capítulo introduzido diz respeito às
“Operações”, introduzindo novas exigências a nível
da validação do fornecedor, cumprimento das BPD
pelo mesmo ou intermediário, controlo e detecção
de possíveis medicamentos falsificados e novas exi‑
gências a cumprir na exportação paralela de medica‑
mentos;
3. Do ponto de vista do regulador, as BPD estão ali‑
nhadas com as Directrizes Europeias e visam um
maior controlo e qualidade ao nível da cadeia de
distribuição. No que se refere aos Distribuidores
alertam para a necessidade de se ponderar o custo
beneficio das exigências introduzidas, pela entropia
e redução do nível e qualidade de serviço que pos‑
sam introduzir na operação logística. É necessário
reflectir em relação ao nível de exigência aplicado
aos transportes de curta duração vs. longa duração,
ao controlo de temperatura e humidade, aos regis‑
tos e documentação e ao controlo efectivo do lote.
A responsabilidade e o papel do farmacêutico no
novo documento é reforçado, sendo necessário o
desenvolvimento e fortalecimento de competências
a nível técnico, de gestão de processos e de gestão
da qualidade;
4. Os actos delegados da Directiva dos Medicamentos
Falsificados, publicados em Outubro de 2015, pre‑
vêem normas para assegurar a integridade e autenti‑
cidade dos medicamentos que circulam na União Eu‑
ropeia, sendo o Identificador Único do Medicamento
um dos mecanismos que entrará em vigor. Da imple‑
mentação dos Atos Delegados resultará um Sistema
Pan‑Europeu de Verificação de Medicamentos com
várias hipóteses de
Governance
e de funcionamento
da instituição e alternativas ao sistema
Blueprint.
O
mesmo sistema deverá permitir interoperabilidade
entre os sistemas dos diferentes países da U.E. que
estarão ligados a um repositório de dados, central. A
informação que constar no repositório deverá estar
disponível apenas ao
stakeholders
que geraram essa
mesma informação;
5. Assume principal importância a discussão e reflexão
nacional de todos os parceiros na implementação do
novo sistema de identificação.
MARKETING
FARMACÊUTICO
OS
SOCIAL MEDIA
E A PROFISSÃO
FARMACÊUTICA
1. As transformações, tendências e novas aplicações
decorrentes da era digital, o impacto dos
Social Me‑
dia
e os benefícios da comunicação colaborativa fo‑
ram os temas focados na sessão paralela de
Marke‑
ting
Farmacêutico;
2. As novas tecnologias – na Era Digital – irão ter um
papel cada vez mais relevante na saúde e tal terá
necessariamente um impacto no desenvolvimento
e na evolução da profissão farmacêutica. Os far‑
macêuticos enquanto classe profissional e, particu‑
larmente, os farmacêuticos comunitários, irão ser
agentes activos neste desenvolvimento e nesse
sentido deverão preparar‑se para fazer face a estes
novos desafios;
3. Cada vez mais os
Social Media
, e as redes sociais,
terão um papel de relevo na saúde e tal irá neces‑
sariamente condicionar a forma como o marketing
farmacêutico irá definir as estratégias subjacentes
à promoção dos seus produtos, em particular dos
medicamentos. Ainda que esta seja uma área mui‑
to regulamentada e com condicionamentos muitos
específicos, é difícil conceber a evolução futura do
marketing
farmacêutico sem que seja dado o devi‑
do relevo e utilização aos
Social Media
, sendo por
isso de esperar uma natural evolução, também nesta
área, que irá incorporar esta nova realidade e possi‑
bilitar a sua utilização;
4. As novas tecnologias possibilitam uma utilização
crescente de aplicações com recurso a dados de na‑
tureza muito diversa – pessoais, de saúde, de consu‑
mo, etc. – tornando possível uma efectiva interliga‑
ção entre diferentes agentes deste sector – médicos,
farmacêuticos, enfermeiros, indústria farmacêutica,
doentes, etc., – e uma colaboração em prol da saúde
e do doente;
5. Ainda que o contacto directo entre o doente e o
farmacêutico seja essencial, o desenvolvimento de
instrumentos e a capacitação da farmácia e do far‑
macêutico na procura de soluções que promovam a
interacção digital com os doentes afigura‑se essen‑
cial. O desenvolvimento de uma estratégia digital na
farmácia deverá ser uma prioridade, devendo ser as‑
segurado um foco essencial no cliente, como forma
de rentabilizar o investimento necessário.