Conclusões das Sessões Paralelas do CNF'2015
com o trabalho que tem vindo a ser feito a nível Eu‑
ropeu;
5. É importante promover: a participação do farmacêu‑
tico nas equipas multidisciplinares no hospital; a co‑
municação entre farmacêuticos dos diferentes níveis
de cuidados; a competência na informação ao doen‑
te, promoção da adesão à terapêutica e da autovigi‑
lância; a mensuração e divulgação os resultados das
intervenções farmacêuticas, para justificar os recur‑
sos atribuídos.
INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
INDÚSTRIA FARMACÊUTICA – SERIALIZAÇÃO E
ELEMENTAL
IMPURITIES
1. Na sessão paralela da indústria farmacêutica foram
abordados dois temas que estão na linha da frente
dos desafios do próximo triénio para a indústria far‑
macêutica e que são
Integrated IT and Automation
Concepts for T&T
e
Elemental impurities
;
2. A serialização e a transposição para a prática da di‑
rectiva sobre medicamentos falsificados, do ponto
de vista da integração de tecnologias de informação
e conceitos de automação para
track & trace,
requer
uma abordagem global ao conceito de automação
para o
track & trace
. Existem no mercado tecnolo‑
gias disponíveis capazes de nos guiarem neste tema
complexo e já com provas dadas em mercados está‑
veis como a Turquia, em que, desde 2010, é obriga‑
tória a serialização;
3. Um sistema estável de produção só é conseguido
após 6 meses de produção e um projecto de imple‑
mentação de 12 a 18 meses. Os custos indirectos
desta nova tecnologia são relevantes, nomeadamen‑
te pela necessidade de qualificar tecnicamente os
operadores e o aumento do tempo de operação;
4. As metodologias utilizadas actualmente para a avalia‑
ção de impurezas elementares (vulgarmente metais pe‑
sados) nos produtos farmacêuticos e no
supply chain
remontam a 1910; a necessidade de se olhar para toda
a cadeia de abastecimento e todo o ciclo de produção
dum medicamento levanta questões sobre a correcta
avaliação dos “fornecedores” de metais pesados ou
impurezas metálicas ao medicamento; a USP e a ICH
introduzem uma nova abordagem para este tema con‑
substanciada na ICH Q3D
elemental impuritie
s;
5. Além da necessidade de uma verdadeira análise
de risco para avaliar toda a cadeia de produção do
medicamento, esta norma consagra a necessidade
de utilização de novas metodologias analíticas para
proceder à determinação abandonando as técnicas
FARMÁCIA COMUNITÁRIA
SERVIÇOS FARMACÊUTICOS EMFARMÁCIA COMUNITÁRIA:
A EXPERIÊNCIA NACIONAL E INTERNACIONAL
1. Na sessão paralela foi discutida a disponibilização
de serviços farmacêuticos em farmácia comunitária
a nível nacional e internacional, abordando perspecti‑
vas futuras e apresentando acções já desenvolvidas
noutros países;
2. É cada vez mais evidente que a eficácia e segurança
das terapêuticas medicamentosas passa não só pela
substância‑activa, mas pela disponibilização dos ser‑
viços necessários e complementares, aplicados na
perspectiva da centralização na pessoa;
3. As intervenções em farmácia comunitária já previ‑
nem hoje hospitalizações e intervenções dispendio‑
sas. É no entanto evidente e já amplamente reconhe‑
cido por Ministérios da Saúde de outros países, que
o potencial da intervenção da farmácia está ainda
subaproveitado;
4. Nesses países foram já dados passos importantes
na correcção desta lacuna, através da publicação de
legislação no sentido não só de permitir a disponi‑
bilização de serviços diversos em farmácia, como
também de remunerar esses mesmos serviços pelo
potencial de concretização de poupanças no sistema
de saúde a jusante.
FARMÁCIA HOSPITALAR
FARMÁCIA HOSPITALAR – COMPETÊNCIAS
E INTERVENÇÕES
1. Na sessão paralela de farmácia hospitalar foram
apresentadas as competências consideradas, cada
vez mais, necessárias ao exercício neste ramo de ac‑
tividade, com descrição de modelos internacionais e
do modelo em elaboração pela Ordem dos Farmacêu‑
ticos (OF), tendo sido também revistos conceitos de
optimização da terapêutica;
2. O conceito de competências aplicado à farmácia hos‑
pitalar é uma realidade global. O exercício da farmá‑
cia hospitalar implica a aquisição de competências
adicionais, obtidas através da concretização da trilo‑
gia: conhecimento, atitudes e valores;
3. Sem prejuízo das responsabilidades do Estado, os
farmacêuticos hospitalares têm também o dever de
trabalhar no seu desenvolvimento profissional estru‑
turado, e certificado (pela OF), a fim de garantir cui‑
dados de saúde adequados no meio hospitalar;
4. O Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia
Hospitalar (CCEFH) tem vindo a construir novas ferra‑
mentas de certificação de competências, em paralelo