Caras e caros Camaradas e Colegas,
Ao iniciar esta Sessão Paralela do Congresso dos Farma‑
cêuticos’2015 dedicada à Farmácia Militar, dou as boas
‑vindas a todos e faço votos para que desta reunião de
trabalho se possam tirar conclusões que nos proporcio‑
nem um futuro estável, indispensável ao trabalho que
temos e devemos desenvolver para bem das nossas For‑
ças Armadas, o mesmo que é dizer, do País. Por outro
lado, espero que, com este tipo de iniciativas, a socieda‑
de portuguesa e os colegas civis possam ter uma visão
mais aprofundada e correcta do nosso trabalho.
Uma saudação especial ao nosso camarada coronel far‑
macêutico Arne Krappitz, que, ao nos vir falar sobre a
Farmácia Militar dessa grande nação que é a Alemanha,
talvez não nos abra novos caminhos, mas nos faça ver
como percorrê‑los de maneira mais produtiva e útil para
as nossas Forças Armadas. Desejo‑lhe uma boa esta‑
da na terra lusa e que possa também aperceber‑se das
nossas actividades e especificidades.
Ao Senhor Bastonário agradeço a honra que me deu
ao convidar‑me para presidir a esta sessão. Muito obri‑
gado.
Mais lhe agradeço a atribuição da
Medalha de Honra da
Ordem dos Farmacêuticos
ao Laboratório Militar, sobre‑
tudo num momento em que as recentes nuvens negras
que se abateram sobre a Instituição ainda se mantêm
no horizonte. É a prova de que a mais importante e
representativa organização da profissão farmacêutica
assume a bondade do passado e aposta no futuro do
Laboratório Militar, que, com quase 100 anos, muito
tem dado ao País e tanto tem prestigiado a profissão
farmacêutica. Muito obrigado.
Mas o que lhe agradeço mais veementemente é a possi‑
bilidade que dá a este grupo profissional dos farmacêu‑
ticos militares de nos reunirmos, como tal, no seio da
Ordem dos Farmacêuticos. Nunca tal tinha acontecido,
apesar de muitos de nós termos prestado os melhores
serviços e assumido os mais altos cargos da estrutura
da Ordem e dos organismos que a antecederam. Desde
logo, António Labate que, em 1835, é um dos mais des‑
tacados fundadores da Sociedade Farmacêutica de Lis‑
boa e depois de largos anos de luta, consegue ver, em
1859, ser criado o Corpo de Farmacêuticos do Exército
que veio a ser o ponto de partida para o actual Quadro
de Oficiais Farmacêuticos. Não quero aqui fazer a histó‑
ria total dessa colaboração, mas não posso deixar de
lembrar a actividade de Carlos Silveira que, aos 29 anos,
foi presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos
Intervenção inicial do presidente da Sessão
Paralela “Farmácia Militar”
e criou a
Revista Portuguesa de Farmácia
e que, mais
tarde, já capitão‑de‑mar‑e‑guerra farmacêutico naval e
professor universitário, foi bastonário da OF. Para ele,
uma saudação especial. Sem pretender ser exaustivo,
quero aqui recordar o nome de muitos outros farma‑
cêuticos militares que tiveram e têm cargos na Ordem:
António Palla Carreiro, que encabeçou a transformação
do Sindicato em Ordem; António Cavaco, que foi presi‑
dente da Secção Regional de Lisboa; Ruy Falcão, pre‑
sidente da Mesa da Assembleia Regional de Lisboa e
que, antes, fundara a
Pharmaka
, até hoje a mais bela re‑
vista farmacêutica; Ernesto Ennes, presidente da Mesa
da Assembleia Geral; José Aranda da Silva, bastonário e
que antes tinha criado o Centro de Informação do Medi‑
camento, ainda hoje uma das marcas da Ordem; e conti‑
nuo, ao correr da memória, sem baias cronológicas nem
hierárquicas: António Perquilhas Teixeira, Armando Diniz
Rosa, João Lobato da Fonseca, Fernando Lobo da Silva,
Joaquim Marques, Armando Cerezo, José Mário Miran‑
da, Víctor Branco, António Cruz de Sousa, Pet Mazarelo
e, sem falsas modéstias, eu, que fui presidente da Mesa
da Assembleia Regional de Lisboa e, interinamente, da
Mesa da Assembleia Geral, tendo nessa condição tido a
honra de empossar como bastonário o Professor Dou‑
tor Carlos Silveira, capitão‑de‑mar‑e‑guerra farmacêutico
naval, que deve ser hoje o decano dos farmacêuticos
militares. Ficam por citar muitos outros farmacêuticos
navais e farmacêuticos do exército que, de um modo ou
de outro, colaboraram nas iniciativas da Ordem.
Por tudo isto, congratulo‑me – congratulamo‑nos to‑
dos! – com a iniciativa da Ordem ao reconhecer a im‑
portância que os farmacêuticos militares têm tido na
profissão farmacêutica.
Por fim, saúdo os restantes oradores: tenente‑coronel
farmacêutica Ângela Furtado,
capitão‑de‑mar‑e‑guerra
farmacêutico naval Humberto Tavares, capitão farma‑
cêutica Inês Martins, capitão‑de‑mar‑e‑guerra farmacêu‑
tico naval José Mário Miranda, major farmacêutico Luís
Mendonça e coronel farmacêutico Pet Mazarelo, que
nos irão proporcionar uma visão da actualidade e do
futuro da Farmácia Militar em Portugal.
É tempo de passarmos ao trabalho. Por isso peço ao
coronel farmacêutico Aranda da Silva que modere a
sessão e, no fim, faça o resumo e apresente as con‑
clusões.
Bom trabalho.
José A. Damas Móra
Coronel farmacêutico