civis que serviram e servem esta instituição com quase um
século de existência.
É incentivo e estímulo suficiente para continuar em fren‑
te, com determinação e trabalho, e ultrapassar todas as
dificuldades inerentes a um processo de reorganização da
Saúde Militar que atravessamos, e a enfrentar os desafios
futuros com a noção da grande responsabilidade que tal
distinção acarreta.
ROF
: Na sua opinião, quais foram os contributos mais re‑
levantes do LMPQF para o prestígio, para a dignificação
e para o desenvolvimento da profissão farmacêutica?
PM:
O LMPQF, instituição quase centenária, tem contribuí‑
do de modo relevante para o prestígio, dignificação e de‑
senvolvimento da profissão farmacêutica desde sempre e
em todas as áreas de intervenção farmacêutica. Ao longo
da sua história é de realçar a capacidade técnico‑científica
dos seus laboratórios de análise, reconhecida através da
adopção dos seus métodos para servirem de base à IV
Farmacopeia Portuguesa (1ª ed. 1936 e 2ª ed. 1946).
Nos anos 70 foi um facto de realce a sua projecção como
unidade pioneira da então incipiente Indústria Farmacêuti‑
ca em Portugal, com a construção de raíz de um moderno
laboratório produtor de medicamentos. Na área da Farmá‑
cia Hospitalar estivemos presentes desde a sua criação
em Portugal, no antigo Hospital Militar Principal.
A intervenção dos farmacêuticos militares do LMPQF no
apoio logístico às Forças Armadas Portuguesas quer em
tempo de paz, quer em tempo de guerra, foi fundamental
na sustentação das nossas tropas nos mais variados Tea‑
tros de Operações em África durante o período da guerra
ultramarina e, mais recentemente, em todas as acções das
Forças Nacionais Destacadas em operações de manuten‑
ção da paz.
Faz parte da sua missão não só a contribuição para a for‑
mação de quadros militares, como também o apoio farma‑
cêutico aos utentes militares e à família militar.
Em situações de crise ou de emergência nacional tem
também o LMPQF sabido constituir‑se como uma estru‑
tura farmacêutica disciplinada, ágil, polivalente e disponível
para apoiar rapidamente de forma consistente e de grande
qualidade técnica a produção de medicamentos considera‑
dos estratégicos ou de interesse nacional, como foi o caso
da sua intervenção no controle da pandemia da gripe A,
com o oseltamivir, e mais recentemente com a produção
de soluções orais pediátricas e de isoniazida para colmatar
falhas no mercado nacional.
ROF: Que comentário lhe merece a evolução de que a
profissão tem sido alvo nos últimos anos?
PM:
A profissão farmacêutica tem sido alvo duma gran‑
de evolução nos últimos anos. O farmacêutico de hoje é
muito mais que um técnico na sua área de actividade. Tem
competências e deve aprofundá‑las em ciências tão diver‑
sas como a gestão e finanças, direito e assuntos regula‑
mentares, políticas públicas e sociais.
Além de estar permanentemente a par do desenvolvimen‑
to das Ciências Farmacêuticas como um todo, o farmacêu‑
tico militar tem de estar preparado para responder com
prontidão e eficácia aos desafios colocados. Especifica‑
mente, a Farmácia Militar foi‑se adaptando e melhorando
performances
de acção que obrigam à interdisciplinarida‑
de, à formação contínua, ao treino e prontidão operacional
nas várias áreas de intervenção do farmacêutico militar.
A ameaça do terrorismo é uma constante, os alertas à saú‑
de pública são cada vez mais numerosos e a possibilidade
de empenhamento das Forças Armadas em situações de
crise é uma realidade. Os farmacêuticos militares devemes‑
tar preparados para, emqualquer destas situações, respon‑
der com prontidão e eficácia aos desafios colocados, o que
implica que se preparem em tempo de paz para que, rapi‑
damente, possam evoluir para uma situação de campanha.
TÍTULO DE OUTORGA
A Direcção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos,
em reunião realizada em 17 de Outubro de 2015, e
nos termos do n
o
3 da cláusula 3ª do Regulamento
de Atribuição de Distinções da Ordem dos Farmacêu‑
ticos, deliberou por unanimidade atribuir à Internatio‑
nal Pharmaceutical Federation a
Medalha de Honra da
Ordem dos Farmacêuticos
pela sua acção extraordi‑
nária no plano profissional, com particular destaque
e reconhecido mérito, e ainda por contribuir, de modo
extraordinário, para a valorização da profissão farma‑
cêutica no seio da sociedade a nível mundial.
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL FARMACÊUTICA