ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 45

TÍTULO DE OUTORGA
A Direcção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos, em
reunião realizada em 17 de Outubro de 2015, e nos
termos dos n
os
3 e 4 da cláusula 3ª do Regulamento de
Atribuição de Distinções da Ordem dos Farmacêuticos,
deliberou por unanimidade atribuir ao Laboratório Mili‑
tar de Produtos Químicos e Farmacêuticos a
Medalha
de Honra da Ordem dos Farmacêuticos
pela sua acção
extraordinária nos planos profissional e social, com par‑
ticular destaque e reconhecido mérito, e ainda por con‑
tribuir, de modo extraordinário, para a valorização da ac‑
tividade farmacêutica no seio da sociedade e por se ter
distinguido, de modo extraordinário, na área da Saúde.
LABORATÓRIOMILITAR DE PRODUTOS QUÍMICOS E FARMACÊUTICOS
Medalha de Honra da Ordem dos Farmacêuticos
Nota biográfica
O Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêu‑
ticos foi criado a 10 de Março de 1947, pela Lei nº 2020.
Foi herdeiro da Farmácia Central do Exército, fundada em
16 de Fevereiro de 1918, pelo Decreto nº 3864, ten‑
do dela absorvido todo o seu património físico, técnico,
científico e cultural, assim como as tradições da Farmácia
Militar Portuguesa, que remontam ao Séc. XVII.
Em 1950, já manipulava antibióticos, dando resposta ao
surto de progresso científico e tecnológico no campo da
terapêutica, fruto da II Guerra Mundial.
Enquanto órgão da logística farmacêutica do Exército, na
década de 60, desenvolvia quatro actividades fundamen‑
tais: fabrico e controlo de medicamentos e material de
penso; aquisição, armazenamento, distribuição e controlo
de medicamentos e outros produtos farmacêuticos para
o Exército; execução de análises clínicas, bromatológicas,
toxicológicas e hidrológicas; e desinfecções, desinfesta‑
ções, desratizações e outros actos sanitários, relativos à
higiene das tropas e dos aquartelamentos.Entre 1960 e
1974 torna­‑se o único canal de reabastecimento de todas
as unidades do Exército, da Marinha e da Força Aérea.
Inaugura as actuais instalações em 1968.
Foi, na década de 70, uma das primeiras unidades da
indústria farmacêutica portuguesa a procurar adaptar­‑se
às novas correntes no campo da qualidade, consubs‑
tanciadas nas Boas Práticas de Fabrico. No final dessa
mesma década, por decisão dos ministros da Saúde e da
Defesa, fornece a rede hospitalar nacional.
Na década seguinte ministrou os primeiros estágios de
pré­‑graduação em Farmácia de Oficina e Hospitalar da
licenciatura em Ciências Farmacêuticas.
Entre 1975 e 1990 vê actualizadas as suas fórmulas
farmacêuticas, de acordo com o Formulário Nacional de
Medicamentos, e renovou o seu equipamento à luz das
novas técnicas da produção e da qualidade.
É, actualmente, a instituição que reabastece as Forças
Armadas e a sua actividade engloba a aquisição, produ‑
ção, armazenamento, distribuição e administração de
medicamentos e outros produtos de saúde; as análises
físico­‑químicas, análises clínicas, análises toxicológicas e
defesa química; e o planeamento e controlo dos custos.
Fornece a rede de hospitais do Serviço Nacional de Saú‑
de, designadamente, nos chamados “medicamentos
abandonados”.
A farmácia hospitalar militar teve um papel de vanguarda
durante vários anos e continua a acompanhar a evolução
da Saúde Militar, nomeadamente na sua vertente hospi‑
talar, no sentido de uma maior eficiência técnica, susten‑
tabilidade económica e efectividade clínica.
Revista da Ordem dos Farmacêuticos (ROF)
: Que sig‑
nificado atribuiu a esta distinção da Ordem dos Far‑
macêuticos (OF)?
Pet Mazarelo (PM):
É para mim uma grande honra ter re‑
cebido, em nome do Laboratório Militar de Produtos Quí‑
micos e Farmacêuticos (LMPQF), na cerimónia de encerra‑
mento do Congresso Nacional dos Farmacêuticos 2015,
esta distinção da OF.
Julgo ser o sentimento de reconhecimento que emerge ao
trabalho desenvolvido diariamente por todos os militares e
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