ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 40

A Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas (SRSRA)
da Ordem dos Farmacêuticos (OF) editou um livro sobre
a administração de vacinas e medicamentos injectáveis
por farmacêuticos, coordenado pelas farmacêuticas co‑
munitárias Gabriela Plácido e Mara Guerreiro, que o dedi‑
cam a “todos os farmacêuticos que pugnam pela Quali‑
dade e que com a sua conduta enobrecem a profissão”.
A apresentação da obra decorreu no dia 30 de Outubro,
durante o Congresso Nacional dos Farmacêuticos'2015,
numa sessão em que estiveram presentes, além das
coordenadoras da obra, o bastonário da OF, Carlos Mau‑
rício Barbosa, e a presidente da SRSRA, Ema Paulino.
“Administração de vacinas e medicamentos injetáveis
por farmacêuticos – uma abordagem prática” proporcio‑
na um conjunto vasto de informações e ensinamentos
teóricos e práticos imprescindíveis para a prestação de
um serviço de qualidade, em condições de segurança e
Apresentação do livro “Administração de vacinas e medicamentos
injetáveis por farmacêuticos – uma abordagem prática”
com níveis elevados de satisfação.
A versão digital deste livro poderá ser descarregada
na área privada do Portal da OF e a versão impressa
poderá ser encomendada através dos serviços admin‑
sitrativos da OF.
ummodelo de convivência institucional, digamos, espaça‑
do e intermitente, a que, estou certo, as Ordens saberão
adaptar­‑se. E, visto de um outro ângulo, vindo acarretar,
como vem, uma outra qualidade de co­‑responsabilização
do Governo, o novo modelo poderá vir a revelar­‑se uma
mudança de contornos construtivos, se todas as partes
tiverem dele o entendimento positivo que pode e deve
ser assumido”, considera o bastonário.
Ao terminar a sua intervenção na sessão de encerramen‑
to, o bastonário, numa nota mais pessoal, recordou o tra‑
balho realizado ao longo dos dois últimos mandatos em
prol do prestígio da instituição, “para a Ordem se fazer
ouvir e respeitar a nível das relações institucionais, em par‑
ticular com os poderes políticos e titulares de órgãos de
soberania”. Carlos Maurício Barbosa destacou que a Or‑
dem dos Farmacêuticos é hoje, “mais do que há seis anos,
uma organização forte, coesa e representativa. E virada
para o futuro e o progresso da nossa profissão. Virada
para as grandes questões nacionais da saúde e da profis‑
são e para o desenvolvimento económico e social do País.
Uma instituição em que, cada vez mais, os seus membros
se revêem”, afirmou. Neste contexto, agradeceu o apoio e
colaboração que recebeu durante este período, terminan‑
do a sua intervenção com a mensagem de que foi “uma
enorme honra poder servir a profissão”.
A intervenção final do CNF'2015 coube à representante
da Casa Civil da Presidência da República, Clara Carnei‑
ro. Na qualidade de farmacêutica, começou por elogiar
a organização do evento, considerando que “cada Con‑
gresso da Ordem é sempre melhor que o anterior”. Di‑
rigiu, em seguida, uma “palavra de esperança aos mais
novos”, sublinhando que “todos os que, de fora da nossa
profissão, vêm falar connosco nos elogiam e nós tam‑
bém temos de nos autoelogiar, ter maior autoestima e
maior autoconfiança”.
Para esta responsável, as mudanças estruturais no sec‑
tor da Saúde vão acontecer por pressão da sociedade,
da época em que vivemos. “A adaptação que o SNS tem
de fazer ao fim de 35 anos de existência é a sua apro‑
ximação junto da comunidade. Não podemos continuar
a ter os edifícios todos de oferta de cuidados de saúde.
Vamos ter de ir a "casa" das pessoas, estar mais próxi‑
mos delas”, disse Clara Carneiro, que considera, por isso,
que o futuro dos farmacêuticos “é risonho”. “A pressão
e as necessidades em saúde da sociedade vão obrigar a
que nós, farmacêuticos, que já somos reconhecidos no
sistema de saúde, sejamos chamados a intervir cada vez
mais e melhor”, afirmou.
As palavras finais da represente da Casa Civil da Presi‑
dência da República foram para a presidente da SRSRA
e para o bastonário da OF, pelo trabalho desenvolvido ao
longo do mandato, pela disponibilidade que este sempre
demonstrou para participar nas discussões que dizem
respeito à Saúde e à profissão, pela forma como o basto‑
nário desempenhou o cargo, com “abnegação”, com uma
“militância inteligente”, “fundamentada”, “respeitada” e
“sem ser corporativista”, o que deve constituir motivo de
orgulho para todos os farmacêuticos portugueses.
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