Paulo Carinha integra equipa de apoio nos cuidados hospitalares
Saúde nomeou coordenadores nacionais
para a reforma do SNS
O secretário de Estado adjunto e da Saúde, Fernando
Araújo, apresentou publicamente, no dia 16 de Dezem‑
bro, os coordenadores nacionais para a reforma do Ser‑
viço Nacional de Saúde (SNS) nas áreas dos cuidados
de saúde primários, cuidados de saúde hospitalares e
cuidados continuados integrados. Num despacho assi‑
nado pelo membro do Governo no final de 2015 foram
conhecidas as respectivas equipas de apoio definidas,
em termos genéricos, as funções de cada um dos coor‑
denadores e elencadas um conjunto de medidas que
devem promover, implementar e dinamizar.
CUIDADOS DE SAÚDE HOSPITALARES
No âmbito dos cuidados de saúde hospitalares, o cargo
de coordenador nacional é exercido por António Ferreira,
que integrou na sua equipa de apoio o farmacêutico hos‑
pitalar Paulo Horta Carinha, director dos Serviços Far‑
macêuticos do Hospital de São João. Entre as funções
previstas no despacho estão a valorização do papel das
farmácias comunitárias enquanto agentes de prestação
de cuidados, apostando no desenvolvimento de medi‑
das de apoio à utilização racional do medicamento e
aproveitando os seus serviços, em articulação com as
unidades do SNS, para nelas ensaiar a delegação par‑
cial da administração de terapêutica oral em oncologia
e doenças transmissíveis; o desenvolvimento de um
plano para o acompanhamento dos doentes crónicos,
em articulação com os restantes níveis de cuidados; e
o desenho de políticas de medicamentos e dispositivos
médicos eficazes.
CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS
A coordenação nacional da reforma na área dos cuida‑
dos de saúde primários é assumida por Henrique Bote‑
lho, estando previstas, entre outras funções, o desen‑
volvimento de um programa orientado para a Gestão
Integrada da Doença Crónica, cobrindo hipertensão, dia‑
betes, doença cardiovascular, doença mental, doenças
respiratórias crónicas e doença oncológica, em articula‑
ção com os outros níveis de cuidados.
CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS
No que se refere à coordenação nacional da reforma dos
cuidados continuados integrados, que está a cargo de
Manuel Lopes, prevê‑se, entre outras funções, a adop‑
ção de estratégias que visem soluções inovadoras, cen‑
tradas no diálogo entre os actores locais e de acordo
com o princípio da transversalidade da saúde, bem como
de estratégias que promovam, apoiem e valorizem o
contributo de todos para a resolução dos problemas no‑
meadamente os cuidadores informais e familiares; pro‑
mover o processo de cuidados como integrador dos con‑
tributos sectoriais e profissionais e a promoção do auto‑
cuidado como desígnio; e a coordenação horizontal com
os restantes níveis de cuidados, desenvolvendo esforços
conjuntos conducentes à continuidade de cuidados, no‑
meadamente os associados à imprescindível interopera‑
bilidade dos sistemas de informação e comunicação.
A Ordem dos Farmacêuticos (OF) saudou o Ministério da
Saúde pela criação destas estruturas, tendo sugerido a
inclusão de pelo menos um farmacêutico em cada uma
das equipas de apoio aos coordenadores das reformas
dos cuidados de saúde primários e dos cuidados conti‑
nuados integrados. Sublinhando a importância de pers‑
pectivar os cuidados de saúde de uma forma holística
e integrada, a OF recordou que a transição do doente
entre diferentes níveis dos cuidados de saúde requer a
existência de pontes de contacto e uma referenciação
adequada, com conhecimento, por parte das equipas
de saúde dos diferentes níveis, do percurso de um de‑
terminado doente no sistema de saúde. Esta atenção
horizontal, ao nível dos cuidados de saúde, permitirá,
segundo a OF, a obtenção de ganhos de eficiência no
próprio sistema de saúde.
Paulo Carinha faz parte da equipa de apoio do coordenador
nacional para a reforma dos cuidados de saúde hospitalares