Projecto da FARMA|inove vence prémio de
empreendedorismo e inovação
O projeto W|inove – it’s a grape idea, da FARMA|inove –
Associação para o Empreendedorismo e Inovação da Facul‑
dade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP), venceu
o Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola,
na categoria Inovação em Parceria. A distinção, no valor de
5 mil euros, que prevê também a concessão de condições
preferenciais em linhas de financiamento, foi anunciada no
dia 2 de Dezembro, durante a Gala de Entrega de Prémios
que decorreu na Reitoria da Universidade de Lisboa.
O projecto da FARMA|inove, do qual fazem parte cinco
promotores de entre os quais três são farmacêuticos (Bru‑
no Macedo, Miguel Maia e Luís Magalhães), propõe um
método inovador e mais sustentável para as análises do
vinho junto dos produtores vinícolas. “Realizar as análises
do vinho junto dos produtores, com resultados em real
‑time e com um pequeno equipamento portátil capaz de,
com apenas a quantidade de uma colher de açúcar de rea‑
gente, fazer mais de mil análises, a um custo muito mais
reduzido e de forma mais rápida”, referem os promotores.
Esta é a segunda distinção este ano para o projeto W|i‑
nove, que, em Junho, ficou também no primeiro lugar no
concurso Acredita Portugal. Com mais esta distinção, os
responsáveis do projecto reúnem as condições necessá‑
rias à sua implementação. “A ideia está validada, agora
vamos para o terreno”, referem os promotores, avançan‑
do que “no ano 2016 esta tecnologia estará ao dispor
dos produtores vinícolas”.
Fonte: Newsletter da OF, 4/12/2015
Infarmed actualiza substâncias proibidas na
preparação e prescrição de manipulados
A Deliberação nº 1985/2015, de 2 de Novembro, publi‑
cada em Diário da República, Série II, actualizar a lista
de substâncias proibidas na preparação e prescrição de
medicamentos manipulados.
O diploma introduz um regime de excepção específico
no que se refere à substância levotiroxina, e seus simi‑
lares terapêuticos, em que é autorizada a sua prescrição
e utilização em medicamentos manipulados apenas em
meio hospitalar e no caso de não existir uma dosagem
apropriada aprovada para utilização pediátrica.
Fonte: Newsletter da OF, 6/11/2015
Investigação na FFUP descobre antídoto
para cogumelo venenoso
Um estudo desenvolvido por uma equipa de investigado‑
res da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
(FFUP) resultou na descoberta de um antídoto para uma
espécie de cogumelos venenosos, responsável por mais
de 90 por cento das mortes resultantes da ingestão de
cogumelos silvestres. Este trabalho de investigação foi de‑
senvolvido no âmbito da tese de doutoramento de Juliana
Garcia e os resultados foram recentemente publicados na
revista da área de Toxicologia Archives of Toxicology.
Os investigadores conseguiram descobrir um antibiótico
– a polimixina B – eficaz nas intoxicações por cogumelos
da espécie Amanita phalloides, também conhecida como
“chapéu da morte”.
Félix Dias Carvalho, professor da FFUP e orientador des‑
te estudo, explicou, citado pela Universidade do Porto,
que a importância da descoberta se deve à urgência de
“combater as toxinas presentes nestes cogumelos, de‑
nominadas de amatoxinas, que afetam diretamente o
fígado e rins das pessoas intoxicadas”.
A equipa acredita que esta descoberta será aplicada na
clínica dentro de muito pouco tempo. “A polimixina B já
se encontra disponível nas farmácias dos hospitais, po‑
dendo ser colmatada rapidamente a falta de alternativas
eficazes numa intoxicação com elevada mortalidade e
morbilidade”, aponta Vera Costa, investigadora também
envolvida neste estudo.
Fonte: Newsletter da OF, 23/12/2015
Think Tank
sugere maior intervenção dos
cidadãos nas decisões públicas sobre o
cancro
A terceira edição do
Think Tank
Inovar Saúde, com o tema
“Cancro 2020 – Novos e Velhos Desafios”, debruçou‑se
sobre o reforço da participação dos cidadãos nas decisões
sobre a introdução de novas tecnologias e terapias, sobre
os modelos de financiamento em oncologia e sobre a rela‑
ção entre a rede de referenciação e o acesso à inovação.
Os participantes nesta edição do
Think Tank
consensua‑
lizaram um conjunto de ideias em torno dos três temas.
No âmbito da participação dos cidadãos e doentes, foi
sugerida a disponibilização de informação relevante e em
linguagem perceptível, a sua participação em diferentes
momentos de decisão e o envolvimento das autarquias
como mediadoras da participação do cidadão. Os peritos
sublinharam ainda a necessidade de “formar e acreditar as
associações de doentes para uma participação mais efecti‑
va” e de “capacitar as organizações e as pessoas para tra‑
balharem em conjunto e com os restantes
stakeholders
”.
No que se refere às redes de referenciação, é defendida
a implementação de um “plano oncológico nacional com
metas definidas”, a realização de “auditorias clínicas, or‑
ganizacionais e financeiras” e a criação de “unidade de
missão e padronização do fluxo do doente”. Os membros
do
Think Tank
defendem ainda uma “rede de referencia‑
ção de modelo matricial e colaborativo” e o desenvolvi‑
mento de uma “base de dados única para o doente onco‑
lógico, desde o diagnóstico”.
Em relação ao financiamento e inovação propõem “mo‑
delos de financiamento holísticos e prospectivos, anual‑
mente revistos, que antecipem a evolução tecnológica
e demográfica […] com base em resultados e valoriza‑
ção de actos específicos”, a “aplicação referendada do
princípio de consignação da receita dos impostos” e a
criação de uma “linha de financiamento da inovação em
oncologia diferenciada de acordo com o peso da doen‑
ça”. Os peritos consideram também positiva a “contra‑
tualização de orçamentos hospitalares, plurianuais, que
acomodem entrada de novas tecnologias”.
Fonte: Newsletter da OF, 18/12/2015