Hovione produz substância activa que valeu
Prémio Nobel da Medicina
O Prémio Nobel da Medicina deste ano foi atribuído aos
investigadores William Campbell e Satoshi Omura, pela
descoberta da substância activa que permite o tratamen‑
to de infecções provocadas por parasitas e que causam
doenças como a filariose linfática (também conhecida por
elefantíase) e a oncocercose (também chamada cegueira
do rio).
O microbiólogo japonês, Satoshi Omura, cultivou em la‑
boratório várias estirpes da bactéria
streptomyce
s, co‑
nhecida por produzir vários agentes com actividade an‑
tibiótica – já em 1952 o Prémio Nobel da Medicina de
1952 foi atribuído a Selman Waksman, pela criação do
primeiro antibiótico, a estreptomicina. Em 1978, Omu‑
ra identificou 50 estirpes com potencial, entre as quais
a avermectina, que foi depois isolada pelo investigador
norte‑americano William Campbell, especialista em biolo‑
gia dos parasitas. Mais tarde, esta molécula foi quimica‑
mente modificada para criar a ivermectina, que compõe
o medicamento distribuído gratuitamente, desde 1987,
pela multinacional farmacêutica Merck, em especial na
região da áfrica subsaariana, mas também na América
do Sul.
Este antiparasitário de amplo especto é produzido há
quase 20 anos pela companhia farmacêutica portuguesa
Hovione numa das suas fábricas, em Macau. Peter Villax,
presidente da empresa, explicou, em declarações à Lusa,
que esta unidade produz anualmente entre uma a duas
toneladas de ivermectina, que vão dar origem entre 300
a 600 milhões de comprimidos. O fármaco integra a lis‑
ta de medicamentos essenciais da Organização Mundial
de Saúde e é tomado de forma preventiva, com apenas
duas tomas por ano, mas também cura pessoas afecta‑
das pela cegueira, embora não recupere as que já estão
cegas.
Ambas as doenças são transmitidas por picadas de in‑
secto e podem ser tratadas com este fármaco, que evita
cerca de 30 milhões de novos casos de cegueira todos
os anos e não apresenta efeitos secundários. As duas
doenças endémicas ainda não foram contudo erradica‑
das por dificuldades em fazer chegar o medicamento
às populações de países em conflito e nas zonas mais
remotas dos países afectados – na Guiné‑Bissau é a
principal causa de cegueira e a segunda no continente
africano, existindo casos no norte de Moçambique e em
Angola, mas também na Colômbia, Togo, Ecuador e Ié‑
men. Estima‑se que a cegueira do rio afecte cerca de 20
milhões de pessoas (em risco são 70 milhões) em África
e a elefantíase mais 100 milhões.
Fonte: Newsletter da OF, 12/12/2015
Hovione instala nova unidade de secagem
por atomização em Loures
A companhia farmacêutica portuguesa Hovione anunciou
a instalação de uma nova unidade de secagem por ato‑
mização em Loures. Considerada state‑of‑the‑art, esta
unidade foi projetada especificamente para lidar com
Ingredientes Farmacêuticos Activos de Alta Potência e
para usar uma ampla variedade de sistemas de solventes
orgânicos.
A unidade será instalada em conformidade com os mais
rigorosos padrões de qualidade e segurança, prevendo
‑se o seu pleno funcionamento a partir de Março de
2016.
A secagem por pulverização é utilizada numa larga va‑
riedade de aplicações farmacêuticas, nomeadamente na
produção de formulações de pó seco inaláveis.
Fonte: Newsletter da OF, 4/12/2015
Portugueses são os que mais recorrem às
Urgências
De acordo com um documento de trabalho divulgado
pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Económico (OCDE), Portugal é o país com mais atendi‑
mentos nos serviços de urgência
per capita
num con‑
junto de 21 países analisados. Os números citados pelo
jornal
Público
, revelam quase 70 admissões por 100 ha‑
bitantes, bem acima dos segundos da lista, Espanha e
Chile, com 57 admissões por 100 habitantes, e da médi‑
ca da OCDE, de 30 admissões por habitante.
O trabalho revela ainda que a procura em Portugal tem
‑se mantido estável desde 2001. O nosso país constitui
ainda uma excepção no que toca ao motivo principal de
ida à urgência, com 80 por cento dos atendimentos a
serem motivados por doença, noutros países a principal
razão são os ferimentos decorrentes de acidentes.
Fonte: Público, 30/11/2015
Pediatras recomendam mais seis vacinas
A Comissão de Vacinas da Sociedade Portuguesa de Pedia‑
tria recomenda a vacinação contra o rotavírus, meningite
B, varicela, hepatite A, tosse convulsa (nos adolescentes) e
o vírus do papiloma humano (HPV) em rapazes. De acordo
com Luís Varandas, coordenador da Comissão, “a decisão
deve ser tomada entre os médicos e os pais”, mas a Socie‑
dade considera que estas “vacinas são eficazes e seguras
e, numa perspetiva individual, devem ser administradas”.
Em declarações ao Jornal do Notícias, sublinhou que a
decisão não depende apenas das características de cada
uma, “mas também de um bom conhecimento da epide‑
miologia da infeção e da relação custo‑efetividade”.
Graça Freitas, subdiretora‑geral da Saúde, não revelou
se, no imediato, há a intenção de introduzir alguma des‑
tas vacinas no Plano Nacional de Vacinação. “Neste mo‑
mento, estamos a olhar para o calendário vacinal”, disse,
sublinhando que “os programas são sempre feitos de
acordo com a realidade epidemiológica”.
Fonte: Newsletter da OF, 23/10/2015
mecido sido estimulado com a dose mais elevada e
sem efeitos secundários para os doentes. “O teste
demonstra que o Dissulfiram não é tóxico, é seguro
de usar e poderá, muito provavelmente, ser o único
que muda tudo”, referiu, em comunicado, Sharon
Lewin. Os investigadores adiantam que o próximo
passo é testar o medicamento tendo o próprio vírus
como alvo.
Fonte: Lusa, 17/11/2015