ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 132

Por esta razão, o edifício encontra­‑se selado pela Pro‑
teção Civil.
O seu estado de degradação, associado à delicadeza
desta contaminação química, levou o reitor e a direcção
da FFUL a considerarem que o edifício não reúne con‑
dições de segurança para o desempenho de qualquer
actividade de ensino e/ou investigação e que deverá ser
demolido, assim que for possível.
Neste momento, procura­‑se retirar do seu interior todo
o equipamento laboratorial existente, para que as ac‑
tividades de ensino e I&D possam ser repostas, provi‑
soriamente, noutros laboratórios da Faculdade, até se
conseguir construir um novo edifício da FFUL, há muito
projectado e aprovado, mas nunca edificado.
ROF
: Como foi resolvida a situação a nível das aulas
que eram ministradas no edifício?
MC:
As aulas teóricas e teórico­‑práticas das unidades
curriculares (UC) de Farmácia Galénica e Tecnologia Far‑
macêutica I, que são leccionadas no 1º semestre do ano
lectivo continuaram a ser leccionadas, mas o ensino labo‑
ratorial de ambas foi suspenso. Os docentes do Departa‑
mento, em colaboração com o Conselho Pedagógico, irão
proceder no 2º semestre a uma alteração programática
extraordinária das UC de Tecnologia Farmacêutica II e III,
a serem leccionadas no 2º semestre, de modo a incluírem
a vertente laboratorial não leccionada nas UC referidas.
ROF
: Quando estima que a situação possam estar de‑
finitivamente resolvida?
MC:
Não é possível projectar uma data para que a situa‑
ção se encontre resolvida.
A FFUL vem solicitando há inúmeros anos, junto dos di‑
ferentes reitores e tutela, a construção da 2ª fase do
seu edifício, aprovada em 1996, mas sucessivamente
adiada. Chegámos a uma situação de ruptura e espera‑
mos que o próximo Governo seja sensível ao problema
da Faculdade e que seja orçamentada dotação para a
construção desse edifício. O reitor tem apoiado a Facul‑
dade nesta matéria.
Pensamos que a actividade desenvolvida pela FFUL ao
nível do ensino (Mestrado Integrado Ciências Farmacêu‑
ticas, 2ºe 3º Ciclos), na investigação científica e desen‑
volvimento tecnológico realizados e nos serviços pres‑
tados ao exterior na área da Saúde constituem a prova
do valor e do dinamismo da Instituição no panorama da
Farmácia e das Ciências Farmacêuticas a nível nacional e
internacional. A FFUL anseia a construção desse edifício
que virá resolver o problema da falta de dignidade e se‑
gurança dos seus laboratórios.
O projecto “Domicialização de Cuidados: O caminho
para o envelhecimento saudável”, da autoria de três es‑
tudantes do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêu‑
tica (MICF) da Faculdade de Farmácia da Universidade
de Lisboa (FFUL), André Campaniço, Dhilan Tribovane e
Vanessa Rodrigues, foi um dos cinco finalistas da sexta
edição do Prémio Angelini University Award (AUA).
Sob a orientação da professora da FFUL, Ana Paula Mar‑
tins, este projecto visa a prestação de cuidados de saú‑
de ao domicílio à população envelhecida, através de uma
equipa multidisciplinar, minimizando a carda da doença e
os custos dos cuidados médicos associados. Segundo re‑
velam os autores, as visitas domiciliárias englobariam um
Plano de Cuidados Farmacêuticos, onde se incluem infor‑
mações sobre a terapêutica farmacológica realizada pelo
doente, permitindo assim identificar, resolver e prevenir
potenciais problemas relacionados com medicamentos.
Trabalho da autoria de três estudantes do MICF da FFUL
Projecto sobre domicialização de cuidados
entre os finalistas do Prémio AUA
O projecto destaca ainda a importância do apoio da
farmácia como suporte da rede que liga a equipa aos
idosos acompanhados, sendo sua responsabilidade re‑
ferenciar as pessoas que mais poderiam necessitar dos
serviços domiciliários desta equipa.
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