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Relatório da IMS Health
Mais de 80 por cento dos MNSRM são
dispensados nas farmácias
para medições, testes de diagnóstico e terapia dermato‑
lógica representaram aproximadamente 80 por cento do
mercado nas farmácias, num total de 287.888.398 euros.
Quer nas farmácias, quer nos restantes locais de venda de
MNSRM, a categoria de produtos para tosse, constipações
e resfriados, foi a que registou o maior número de vendas,
em unidades e em valor. Nas farmácias, foram vendidas
13.818.611 embalagens, o que corresponde a 90.719.766
euros, sendo o paracetamol o mais vendido, atingindo os
16.247.574 euros, ou seja, 17,9 por cento das vendas.
O estudo da IMS indica ainda um aumento de 4,7 por cen‑
to em valor das vendas nas farmácias de MNSRM classi‑
ficados como medicamentos, tendência que também se
registou nos locais de venda de MNSRM associados às
grandes superfícies, com uma subida de 2,7 por cento, ao
invés das parafarmácias independentes, que registaram
uma quebra das vendas de cerca de um por cento.
Entre os produtos classificados como não medicamen‑
tos, 497.530.530 euros corresponderam a vendas no
canal Farmácia, face aos 155.037.427 euros registados
nos restantes locais, o que corresponde a um aumento
em valor na ordem dos 5,8 por cento nas farmácias, de
1,2 nas parafarmácias independentes e de 6,3 por cento
nas grandes superfícies.
Mais de 80 por cento dos Medicamentos Não sujeitos
a Receita Médica (MNSRM) comercializados em Portu‑
gal, entre Setembro de 2014 e Agosto de 2015, foram
dispensados nas farmácias. Os dados da consultora IMS
Health indicam que o mercado de MNSRM superou os mil
milhões de euros durante este período, tendo‑se verifica‑
do um crescimento de 4,5 por cento em valor, mais evi‑
dente nas farmácias (5,1 por cento) do que nos restantes
locais de venda de MNSRM (2,1 por cento). Entre estes,
o estudo destaca que 85 por cento foram comprados em
grandes superfícies, enquanto os restantes 15 foram ad‑
quiridos em parafarmácias independentes.
Durante o período em análise, a compra dos MNSRM
atingiu os 1.060.299.036 euros, sendo que 82 por cen‑
to ocorreu nas farmácias, indica o estudo da IMS Health.
Este mercado engloba produtos classificados como me‑
dicamentos, bem como produtos de cosmética e higiene
corporal e suplementos alimentares e vitamínicos. Os pri‑
meiros representaram 38 por cento das vendas em valor,
no período em análise, sendo que os produtos de beleza
e suplementos atingiram os 62 por cento.
No segmento de MNSRM classificados como medicamen‑
tos, os produtos para tosse, constipações e resfriados,
a par de analgésicos, produtos digestivos, instrumentos
Mais de 280 mil pessoas com diabetes têm sido acom‑
panhadas anualmente pelos farmacêuticos nas farmá‑
cias, proporcionando uma melhor qualidade de vida e a
redução do número de consultas, urgências, internamen‑
tos e outras complicações associadas à doença.
A Ordem dos Farmacêuticos (OF) tem defendido, ao longo
dos últimos anos, junto do Ministério da Saúde, a imple‑
mentação de um plano de acção para um maior reconhe‑
cimento da intervenção dos farmacêuticos nas farmácias,
em actividades como a prevenção e identificação de pes‑
soas em risco de desenvolver diabetes, a promoção da
autovigilância informada, a revisão da terapêutica dos dia‑
béticos e a implementação de Programas de Adesão à Te‑
rapêutica. Esta são estratégias fundamentais, quer para a
redução da prevalência de diabetes em Portugal, quer em
termos económicos para o sistema de saúde, a implemen‑
tar nas farmácias, enquanto unidades de saúde com um
reconhecido capital de confiança por parte dos utentes e
homogeneamente distribuídas pelo País, proporcionando
acessibilidade não só ao medicamento, mas também ao
farmacêutico, que promove a optimização da utilização
das tecnologias e recursos de saúde disponíveis.
De acordo com o estudo “Valor Social e Económico das
Intervenções em Saúde Pública dos Farmacêuticos nas
Farmácias”, promovido pela OF, a intervenção dos farma‑
cêuticos nas farmácias a nível da diabetes proporciona
um benefício social e económico de 33 milhões de euros
à sociedade.
Intervenção farmacêutica gera benefício de 33 milhões de
euros por ano