ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 121

Fonte:
INE, Inquérito Nacional de Saúde 2014; INE/INSA, 4º Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
Proporção da população residente com 15 ou mais anos por tipo de doença crónica, Portugal, 2005/2006 e 2014
25,3%
11,9%
23,4%
9,7%
9,3%
7,7%
5,8%
4,0%
5,0%
5,6%
4,6%
1,8%
1,9%
1,9%
1,7%
1,5%
2014
2005/2006
Hipertensão arterial
Depressão
Diabetes
Bronquite crónica, doença pulmonar
obstrutiva crónica ou enfisema
Asma
Problemas renais
Acidente vascular cerebral e respectivas
consequências crónicas
Enfarte do miocárdio e respectivas
consequências crónicas
A edição de 2015 do Relatório Anual do Observatório
Nacional da Diabetes aponta alguns indicadores preo‑
cupantes relativamente à evolução da doença no nosso
país, em especial o aumento da despesa com medica‑
mentos, dos internamentos associados à diabetes e da
diabetes gestacional e uma diminuição do número de
utentes com retinografias realizadas.
No entanto, os peritos que elaboraram o documento,
destacam também a diminuição da letalidade hospitalar
por descompensação e complicações relacionadas com
a doença e a diminuição dos episódios de pé diabéti‑
co e das amputações dos membros inferiores. Merece
ainda referência no relatório, o incremento, a nível dos
cuidados de saúde primários, da abrangência da presta‑
ção dos cuidados de saúde na população diabética ou o
aumento da observação do pé diabético.
De acordo com os números avançados no relatório, a
prevalência da diabetes em Portugal voltou a aumentar
em 2014, atingindo mais de 13 por cento da população.
Em 2014, foram detectados cerca de 150 novos casos
de diabetes por dia, constatando­‑se igualmemente que
quase metade dos doentes não sabe que tem a doença.
No que se refere especificamente aos custos com a doen‑
ça no nosso país, o relatório aponta para um aumento de
Relatório “Diabetes: Factos e Números – O Ano de 2014”
Indicadores da diabetes atestam importância
do rastreio e acompanhamento dos doentes
50 milhões de euros em relação a 2013, representando
um custo directo estimado entre 1.300 e 1.550 milhões
de euros, valores que representam cerca de um por cen‑
to do Produto Interno Bruto e dez por cento da despesa
em saúde. Nos últimos dez anos, o custo médio das em‑
balagens de medicamentos para a diabetes mais do que
duplicou, o que assume especial relevância face ao cres‑
cimento efectivo do consumo, quantificado em número
de embalagens vendidas (mais 67 por cento).
De acordo com o relatório, os utentes do Serviço Nacional
de Saúde têm encargos directos de 20,6 milhões de euros
com o consumo de antidiabéticos orais e de insulinas, o
que representa 8,5 por cento dos custos do mercado de
ambulatório com estes medicamentos no último ano.
PORTUGAL
2011
2012
2013
Medicamentos ambulatório total
222,3 M€ 215,2 M€* 228,5 M€*
Medicamentos ambulatório SNS
204,6 M€ 208,8 M€ 226,0 M€
Tiras­‑teste de glicemia
54,0 M€ 46,0 M€ 52,8 M€
Tiras­‑teste de glicemia­‑encargo SNS
45,9 M€ 38,7 M€ 43,5 M€
Hospitalização­‑GIDH's total diabetes
457,8 M€ 469,2 M€ 454,8 M€
Hospitalização­‑GIDH's IDP diabetes
40,9 M€
44,5 M€ 34,3 M€
Bombas infusoras de insulina e consumíveis­‑SNS 0,8 M€ 0,8 M€ 1,2 M€
Custos com a diabetes
(em milhões de euros)
Fonte: GDH ­‑ ACSS/DGS; IMS Health; Infarmed; DGS; CCF­‑MS; Tratamento OND
* ­‑ Estimativa
1...,111,112,113,114,115,116,117,118,119,120 122,123,124,125,126,127,128,129,130,131,...196
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