O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF) esteve
presente, nos dias 28 e 29 de Novembro, em Trás‑os
‑Montes, na terceira edição do Encontro das farmácias
do Grupo HealthPorto. O dirigente da OF participou na
sessão de encerramento do evento, juntamente com o
CEO do Grupo HealthPorto, João Correia da Silva.
Na sua intervenção, no encerramento do evento, o bas‑
tonário destacou a dinâmica do Grupo HealthPorto, que
congrega actualmente 62 farmácias, maioritariamente no
norte do País, mas também nas regiões autónomas dos
Açores e da Madeira, assumindo‑se como uma estrutu‑
ra de apoio à gestão das farmácias. Para o dirigente da
OF, o crescimento deste grupo ao longo dos últimos três
anos constitui “uma demonstração clara de que as farmá‑
cias se sabem organizar e responder às adversidades”.
Carlos Maurício Barbosa lembrou, em seguida, que “a
Farmácia Comunitária é a face mais visível da profissão
farmacêutica junto dos cidadãos” e que “os farmacêuti‑
cos comunitários são muitas vezes confundidos pelos
portugueses com a própria profissão”. “A proximidade
dos farmacêuticos comunitários junto da população traz
responsabilidades acrescidas”, acrescentou o bastonário,
mencionando a importância de um exercício profissional
assente em conhecimentos técnico‑científicos permanen‑
temente actualizados e o cumprimento da deontologia
farmacêutica. Estes profissionais de saúde assumem,
assim, um papel fundamental na “defesa dos valores da
profissão, na promoção das boas práticas, no prestígio e
valorização de toda a profissão”, disse o bastonário.
Carlos Maurício Barbosa recordou ainda a importância
que os farmacêuticos comunitários assumem “na manu‑
tenção e no reforço dos níveis de confiança que a profis‑
são obtém junto da população” e que, no seu entender,
“é também estendida aos decisores políticos, que devem
permanentemente reconhecer o valor que a profissão
aporta”. Foi, aliás, neste âmbito que a OF promoveu a
Bastonário participou no evento
Grupo HealthPorto promoveu 3º Encontro
realização do estudo “Valor Social e Económico da Inter‑
venção em Saúde Pública dos Farmacêuticos nas Farmá‑
cias em Portugal”, de modo a evidenciar, junto dos cida‑
dãos e dos decisores, a importância dos farmacêuticos
comunitários e das suas intervenções em saúde pública.
Neste contexto, o bastonário assegurou que “a OF não
deixará de condenar todas as más práticas profissionais,
em qualquer área de actividade, mas, no âmbito da Far‑
mácia Comunitária, estas condutas muito contribuem
para uma imagem negativa de toda profissão”.
Ainda durante a sua intervenção, Carlos Maurício Barbo‑
sa defendeu que as farmácias se devem distinguir en‑
tre si “pela qualidade dos serviços prestados pelos seus
profissionais, desde logo pelos farmacêuticos, que de‑
vem evidenciar os seus conhecimentos e qualificações
no seio da própria equipa” e “nunca por outras formas,
designadamente através da prática de descontos e do
anúncio público destas mesmas práticas que, no meu
entender, é uma forma de competição negativa, que não
deverá ter lugar na farmácia em Portugal, e que poderá
ter um desfecho imprevisível”.
O bastonário também se manifestou “frontalmente con‑
tra a instalação de
vending machines
nas farmácias, que
dispensam a intervenção dos farmacêuticos, desvalori‑
zando as suas importantes funções no âmbito do acon‑
selhamento e promoção do uso responsável dos Medi‑
camentos Não Sujeitos da Receita Médica, contribuindo
também para criar um problema de saúde pública”.
A terminar, o dirigente da OF expressou confiança no fu‑
turo do sector e felicitou os responsáveis do Grupo Heal‑
thPorto, pela sua “permanente preocupação em cultivar os
valores farmacêuticos e desta forma prestigiar e valorizar
a profissão”, sublinhando também que esta forma de orga‑
nização das farmácias, de que o Grupo HealthPorto é um
dos exemplos, demonstra que as farmácias podem traba‑
lhar como unidades de prestação de cuidados de saúde.
Carlos Maurício Barbosa interveio na sessão de encerramento do evento