II Fórum da Distribuição Farmacêutica
Parceiros da distribuição farmacêutica
debatem desafios do sector
A Associação de Grossistas de Produtos Químicos e
Farmacêuticos (Groquifar), em parceira com a consultora
IMS Health, organizaram no dia 20 de Outubro, no Hotel
Vila Galé Ópera, em Lisboa, a segunda edição do Fórum
da Distribuição Farmacêutica, durante o qual foram deba‑
tidos os desafios do sector, quer a nível económico, quer
também em termos tecnológicos. Conforme foi realçado
durante o evento, as empresas de distribuição farmacêu‑
tica assumiram um importante papel na manutenção do
equilíbrio financeiro no sector do medicamento, conside‑
rando o menor crédito disponível a montante e o aumen‑
to de dívida das farmácias, consequência da crise eco‑
nómica e financeira que o país e o sector atravessaram.
O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos esteve re‑
presentado pela presidente da Secção Regional de Lis‑
boa, Ema Paulino, na Mesa Redonda “Novas Oportuni‑
dades para o Futuro da Distribuição”, na qual participa‑
ram também representantes da autoridade reguladora,
da indústria farmacêutica, das farmácias comunitárias,
dos farmacêuticos hospitalares e da IMS Health. Duran‑
te esta sessão, foi sublinhado que os novos paradig‑
mas do mercado farmacêutico devem levar as empre‑
sas de distribuição a criar valor através das actividades
diárias que executam actualmente e da entrada e ex‑
ploração de novos mercados, como é exemplo o mer‑
cado de medicamentos hospitalares. Em análise esteve
também a transição de alguns medicamentos do canal
hospitalar para o ambulatório, tendo os intervenientes
realçado a necessidade de antecipar quais as condições
João Paulo Cruz e Ema Paulino, da Direcção Nacional da OF, participaram na Mesa Redonda “Novas Oportunidades para o
Futuro da Distribuição”
de segurança e monitorização que esta mudança po‑
derá exigir, bem como a importância de estimar o seu
impacto económico. De acordo com a IMS, o mercado
das
speciality drugs
poderá ser também um importante
factor de crescimento para o mercado da distribuição
grossista na Europa para os próximos anos, conside‑
rando o elevado número de moléculas que têm vindo a
perder exclusividade.
Entre os outros temas abordados ao longo deste even‑
to estiveram também o novo regulamento das Boas
Práticas da Distribuição Grossista e a transposição da
directiva europeia relativa aos medicamentos falsifica‑
dos. No caso das boas práticas, estão previstas res‑
ponsabilidades acrescidas para os grossistas, nomea‑
damente ao nível da logística inversa e do controle de
temperatura dos medicamentos durante o transporte,
que deverá passar a ser alvo de maior controlo. O sec‑
tor da distribuição considera que o novo documento
poderá resultar num aumento de custos para os opera‑
dores, sem que este se traduza numa vantagem com‑
petitiva para as empresas nacionais.
No âmbito das tecnologias de informação, considerou
‑se que a integração de sistemas entre os vários
stakeholders
da cadeia do medicamento permitirá a
criação de valor conjunto, facilitará as suas operações
e proporcionará ganhos directos para os utentes. No
âmbito da contrafacção de medicamentos foi, por
exemplo, abordada a implementação do sistema pan
‑europeu de verificação de medicamentos.