ROF n.º117 Out/Dez 2015 - page 105

cia a rede de cuidados de saúde primários mais valoriza‑
da pelos portugueses”.
A anteceder a Gala Solidária, o anterior presidente da
ANF, João Cordeiro, apresentou o livro evocativo dos
40 anos da associação, intitulado “Uma História das
Farmácias”, da autoria dos jornalistas Carina Machado
e Paulo Martins, tendo também sido revelados os ven‑
cedores da edição de 2015 do Prémio de Investigação
em Farmácia com o seu nome.
ESTUDANTES RECEBEM PRÉMIO JOÃO
CORDEIRO
“Dermatoscopia nas farmácias”, da autoria do médico
de medicina geral e familiar, João Júlio Cerqueira, e do
engenheiro civil David Monteiro, que visa a detecção
precoce, nas farmácias, do cancro e outras doenças de
pele, foi o grande vencedor da edição deste ano. Este
projecto propõe a instalação nas farmácias de derma‑
toscópios, aparelhos que “fotografam” a pele e as suas
pigmentações com grande precisão, cujas imagens po‑
dem, posteriormente, ser analisadas por dermatologis‑
tas. Os autores revelaram que o montante de 20 mil
euros associado ao prémio será investido na aquisição
de 18 máquinas de dermatoscopia e no desenvolvimen‑
to de
software
de gestão de dados.
O júri do prémio reconheceu a forma como este projec‑
to tenta conciliar a acessibilidade das farmácias com a
inacessibilidade dos utentes a uma consulta de Derma‑
tologia, de modo inovador e objectivo. Além disso, foi
também valorizada a possibilidade de internacionaliza‑
ção e a aposta nas novas tecnologias de informação
na resposta a uma deficiência há muito identificada na
área da Saúde.
Além do reconhecimento principal, a ANF premiou pro‑
jectos em mais duas categorias. Na categoria de Res‑
ponsabilidade Social venceu o projecto de voluntariado
O bastonário visitou a exposição dedicada à revista
Farmácia Portuguesa
blinhando a importância de não se “fazer política e, mui‑
to menos, fazer negócio com as dificuldades dos outros,
particularmente dos mais carenciados” e anunciando a
criação de “condições logísticas para que todo façam
parte de uma nova rede de responsabilidade social”.
JOÃO ALMIRO E ANTÓNIO ARNAUT
HOMENAGEADOS
O evento ficou também pela atribuição das Insígnias
da Associação ao farmacêutico João Almiro e ao fun‑
dador do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut. O
secretário­‑geral da associação, Nuno Flora, explicou os
motivos destas homenagens, realçando que João Almiro
constituiu um “exemplo de vida dedicada à profissão far‑
macêutica e ao bem­‑comum, sem interesses materiais,
pelo seu elevado mérito e por ter contribuído de modo
extraordinário para a valorização das actividades farma‑
cêuticas no seio da sociedade, perfilhando o bem­‑fazer
sem olhar a quem”; António Arnaut contribuiu para que
os mais desfavorecidos tivessem acesso a cuidados de
saúde e, ao longo da sua vida tem “sempre tem distin‑
guido as farmácias de oficina e os farmacêuticos como
intervenientes positivos na área dos cuidados de saúde”.
Paulo Cleto Duarte prestou também homenagem aos
fundadores da associação e endereçou também uma
palavra de solidariedade aos “colegas que se tiveram de
desfazer da sua farmácia e do seu sonho”, que foram
“vítimas de pressões injustas, irresponsáveis e absur‑
das”, referindo­‑se à crise económica e financeira que o
sector atravessa e que tem colocado em causa a viabi‑
lidade económica de várias farmácias. “A situação das
farmácias não está para grandes festas, mas este ani‑
versário constituiu uma oportunidade para renovarmos
as nossas duas grandes alianças estratégicas: com o
futuro e com o povo português”, disse o presidente da
associação manifestando a “ambição de fazer da farmá‑
Bastonário da OF e a professora e investigadora Odette
Santos­‑Ferreira
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