A Associação Nacional das Farmácias (ANF) organizou,
ao longo do ano de 2015, um conjunto de actividades
para assinalar o seu 40º aniversário. No dia 15 de Outu‑
bro, no Convento do Beato, em Lisboa, reuniu cerca de
500 convidados numa Gala Solidária, que ficou marcada
pela apresentação do Programa ABEM, uma iniciativa
de responsabilidade social promovida pela associação
que visa a criação de um fundo nacional destinado a
apoiar doentes carenciados na aquisição de medica‑
mentos. A Gala Solidária constituiu assim o primeiro
momento para angariação de verbas para este fundo
que apoiará os cidadãos portugueses com necessida‑
des especiais no acesso ao medicamento.
O Programa será gerido pela Associação Dignitude,
criada pela ANF, Associação Portuguesa da Indústria
Farmacêutica, Cáritas e Plataforma Saúde em Diálogo,
mas que pode integrar como parceiros todas as enti‑
dades que participem com donativos. Esta associação
será responsável pela implementação de uma política
Programa ABEM anunciado em Gala Solidária
ANF assinalou 40 anos com iniciativa de
responsabilidade social
A ANF comemorou no dia 15 de Outubro o seu 40º aniversário. A data foi
assinaladacoma realizaçãodeumaGalaSolidária, naqual participouobastonário
da OF, e em que foram atribuídas insígnias e prémios e anunciada a criação de
uma nova acção de responsabilidade social promovida pela associação que
visa apoiar os mais carenciados na aquisição de medicamentos.
social de acesso a medicamentos a pessoas carencia‑
das, prevendo‑se a disponibilização de um apoio per‑
manente no acesso a todo o tipo de medicamentos aos
mais desfavorecidos economicamente, mediante análi‑
se das entidades do sector social e garantindo a confi‑
dencialidade dos beneficiários. A associação pretende
beneficiar 50 mil portugueses de baixos recursos já em
2016 e atingir o meio milhão dentro de três anos, reve‑
lou o presidente da ANF, Paulo Cleto Duarte.
Conforme explicou o responsável da ANF no seu discur‑
so na Gala Solidária, a iniciativa resulta de uma percep‑
ção generalizada pelos farmacêuticos das crescentes
dificuldades de alguns portugueses para adquirirem os
seus medicamentos. Trata‑se assim de “abrir a rede de
farmácias e estendê‑la a todos os portugueses de boa
vontade, em aliança com a Indústria, Grossistas, entida‑
des do sector social, Misericórdias, Governo, Oposição,
Assembleia da República e, principalmente, com cada
um dos portugueses”, explicou Paulo Cleto Duarte, su‑
A ANF homenageou o farmacêutico João Almiro e aquele que é considerado o "pai" do SNS, António Arnaut