mente, Catarina Luz Oliveira. “Todos colocaram o seu
empenho, conhecimento e prestígio ao serviço dos far‑
macêuticos hospitalares portugueses e em muito con‑
tribuíram para o capital intangível que, hoje em dia, a
APFH detém”, realçou.
Referindo‑se, em seguida, ao papel dos farmacêuticos
hospitalares no sistema de saúde e nas equipas multidis‑
ciplinares dos hospitais, o representante dos farmacêu‑
ticos portugueses enalteceu o facto de estes profissio‑
nais de saúde serem hoje “um dos pilares da organização
hospitalar, quer do ponto de vista técnico‑científico, quer
do ponto de vista da gestão orçamental, exercendo um
papel insubstituível na optimização da terapêutica e na
promoção do uso racional e seguro de medicamentos e
dispositivos médicos nos hospitais”. Para o bastonário,
“a efectiva integração do farmacêutico hospitalar em
equipas multidisciplinares de saúde tem demonstrado
que acrescenta apreciável valor, quer ao nível dos resul‑
tados clínicos alcançados, quer ao nível da economia dos
recursos. Trata‑se de uma experiência do maior interesse
de que, por certo, todos haveremos de retirar inferências
de gradual extensão, replicação e desenvolvimento”.
Seguidamente, o responsável da OF lembrou o trabalho
desenvolvido em prol do sector da Farmácia Hospita‑
lar, nomeadamente o papel da instituição que lidera na
Carlos Maurício Barbosa felicitou a APFH pelo seu
aniversário
"A Ordem apoiou os colegas desta área de especialidade na
organização de uma entidade que congregasse os esforços dos
profissionais do ramo, com vista à representação dos farmacêuticos
hospitalares e à defesa dos seus legítimos interesses"
criação de uma Carreira Farmacêutica no Serviço Na‑
cional de Saúde. Recordou, em especial, que, ao longo
do último ano, “o processo avançou a um ponto nunca
anteriormente alcançado, envolvendo o Ministério da
Saúde e o Ministério das Finanças e culminando com
a publicação da criação da carreira no Boletim do Tra‑
balho e do Emprego, para consulta pública, por parte
do Secretário de Estado da Saúde”. Após este período
de consulta pública e a conclusão do processo negocial
da Administração Central do Sistema de Saúde com os
sindicatos, o diploma deveria ter avançado para apro‑
vação pelo Conselho de Ministros, o que ainda não se
verificou. Este atraso está a preocupar a OF e “a criar
um sentimento de frustração, já que põe em causa todo
o trabalho realizado e aniquila as expectativas criadas”,
realçou o bastonário, expressando o desejo de rápida
conclusão deste processo. Carlos Maurício Barbosa rei‑
terou, no entanto, as expectativas de que em face do
novo quadro político do País, com um novo Governo e
novos responsáveis no Ministério da Saúde, o assunto
seja “uma prioridade do novo Executivo e que não se
volte à ´estaca zero´, mas que seja retomado exacta‑
mente onde ficou”, manifestando, neste sentido, a dis‑
ponibilidade da OF para dialogar com a tutela, “tendo
em vista a efectiva criação da carreira farmacêutica”.
veis de serviço e à sua permanente qualificação técnico
‑científica”. Presentemente, a associação assume um
lugar próprio, “incontornável”, no sector da saúde em
Portugal. “Assume‑se e é reconhecida como um impor‑
tante parceiro e interlocutor para a definição das políti‑
cas do sector”, acrescentou.
Aproveitando o facto de a associação comemorar o seu
25º aniversário, o bastonário homenageou os seus fun‑
dadores, “pela sua visão estratégica e pelo importante
contributo que deram à profissão farmacêutica” – Ma‑
ria Odete dos Santos Isabel, Maria Joaquina Marques
Sanganha, Maria de Fátima dos Santos Oliveira, José
António Aranda da Silva, Ana Maria Nunes de Oliveira
e Maria de Lourdes Ramalhinho Prata. Carlos Maurício
Barbosa referiu‑se também a todos os presidentes
da direcção da associação – Maria Manuela Luz Clara,
Odete Isabel, Jorge Brochado, Aida Baptista e, actual‑