ção para a Ciência e Tecnologia. Participou também, em
2004, na coordenação da implementação do Processo
de Bolonha nos cursos de Ciências Farmacêuticas, as­
sessorando a ministra da Ciência, Inovação e Ensino
Superior, Maria da Graça Carvalho, na área de Farmácia.
Foi ainda coordenadora do novo modelo de estágio de
pré­licenciatura em Ciências Farmacêuticas e vogal da
Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior dos
cursos de Ciências Veterinárias e Nutrição.
Enquanto investigadora, foi vogal do Centro de Investi­
gação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia da
Entre 199 4 e 2000, foi presidente da Secção Regional de
Coimbra (SRC) da OF e, por inerência, vogal da Direcção
Nacional da OF. Durante este período coordenou o pro­
cesso de aquisição da actual sede da SRC, bem como o
projecto de renovação das instalações. Posteriormente,
entre 2001 e 2007, foi presidente da Mesa da Assem­
bleia Geral e, em 2007, foi eleita bastonária da OF, a única
mulher a ocupar este cargo na Instituição, a que acabou
por resignar um ano depois, por motivos de saúde.
Em 2012, a Direcção Nacional da OF atribuiu a Irene
Silveira a Medalha de Honra da OF, “pela sua acção ex­
traordinária enquanto membro de vários órgãos sociais
da OF, de que foi bastonária entre 2007 e 2008, com
particular destaque e reconhecido mérito na defesa e
prestígio da OF, e ainda pela grande dedicação à pro­
fissão farmacêutica, pelo seu elevado mérito e por ter
contribuído de modo extraordinário para a valorização
da actividade farmacêutica no seio da sociedade”.
“Neste momento de luto, em nome dos farmacêuticos
portugueses e da OF e em meu nome pessoal também,
expresso profunda gratidão e presto homenagem a Ire­
ne Silveira, que dedicou a sua vida a prestigiar a Farmácia
e a Universidade portuguesas e Portugal. E manifesto
publicamente à sua família a nossa mais profunda grati­
dão”, disse o bastonário da OF, Carlos Maurício Barbosa,
numa declaração pública após o falecimento da sua an­
tecessora na OF. “Estou certo de que a professora Ire­
ne Silveira será recordada por todos como uma mulher
de grandes causas e uma grande lutadora. Dedicava­se
profundamente e lutava pelas causas em que acredi­
tava, quer na sua faculdade, quer na sua universidade,
quer na sua Ordem”, realçou ainda o bastonário, lem­
brando também a luta que travou durante mais de 20
anos contra a doença. “A Universidade portuguesa e a
profissão farmacêutica perdem uma professora e uma
farmacêutica de excepcional mérito, que, ao longo da
sua vida, com grande abnegação, muito as prestigiou
e dignificou. Estou certo de que a grande dedicação da
professora Irene Silveira ao ensino, à investigação cien­
“Estou certo de que a professora Irene Silveira será recordada
por todos como uma mulher de grandes causas e uma grande
lutadora. Dedicava­se profundamente e lutava pelas causas em que
acreditava, quer na sua faculdade, quer na sua universidade, quer na
sua Ordem”, realçou o bastonário, Carlos Maurício Barbosa
UC, em 2005, e participou no projecto europeu EC­Flair
Concerted Action nº 8 “In Vitro Toxicological Studies
and Real Time Analysis of Residues in Food”. Dirigiu e
realizou vários projectos de investigação com as Indús­
trias Farmacêutica e Agro­Alimentar e foi orientadora
de vários trabalhos científicos visando a obtenção dos
graus de doutor, de mestre e de licenciatura e traba­
lhos de investigação conducentes a provas de aptidão
pedagógica e de capacidade científica. Assumiu ainda a
autoria e co­autoria de vários livros e artigos científicos
publicados em revistas nacionais e internacionais. En­
quanto personalidade de reconhecido mérito científico,
foi nomeada, em 2006, para o Conselho Científico da
Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica,
tendo sido eleita, com a unanimidade entre os restan­
tes membros, como presidente deste órgão.
Como foi sublinhado pelo bastonário da OF, Carlos Maurí­
cio Barbosa, “a professora Irene Silveira foi uma distinta e
muito destacada professora universitária, que marcou in­
delevelmente muitas gerações de farmacêuticos que aju­
dou a formar na FFUC. Mas foi também uma professora
universitária que sempre se preocupou em estar próxima
da profissão farmacêutica, em conhecê­la profundamente
e em entender as suas necessidades e anseios”.
“Esteve sempre disponível para participar nas iniciativas
da profissão, tendo, em várias ocasiões, assumido impor­
tantes cargos nos órgãos sociais da OF”, concluiu o bas­
tonário.
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