Bastonário entre os convidados no jantar promovido pelo ministro da
Saúde de Portugal
Ministro da Saúde de Angola visitou Portugal
O ministro da Saúde de Angola, José Van-Dúnem,
deslocou-se a Portugal, a convite do Governo portu-
guês, para uma visita oficial de três dias que envolveu
visitas a vários serviços de saúde de Lisboa, Porto e
Coimbra e encontros com diversas entidades ligadas ao
sector da Saúde. Da delegação angolana fizeram ainda
parte o director nacional dos Medicamentos e Equipa-
mentos, o director-geral do Instituto Nacional de Emer-
gência Médica e o responsável nacional dos Serviços
de Saúde, entre outros altos quadros do ministério da
Saúde de Angola. O bastonário da Ordem dos Farma-
cêuticos participou num jantar de recepção ao gover-
nante angolano, realizado a 30 de Julho, no Forte de
São Julião da Barra, em Oeiras.
A delegação do Ministério da Saúde de Angola visitou
a Direcção-Geral da Saúde, onde foram apresentados
os programas prioritários do Plano Nacional de Saúde e
a Linha Saúde 24. Ainda em Lisboa, foram efectuadas
visitas ao Centro Hepato-Bilio-Pancreático e Transplan-
tação do Hospital Curry Cabral e à Unidade de Cuidados
Materno-Infantis do Hospital de Santa Maria.
José Van-Dúnem deslocou-se também ao Infarmed,
onde assistiu à apresentação do Fórum das Agências
Reguladoras do Medicamento do Espaço Lusófono
(Farmed) e visitou o Laboratório de Comprovação de
Qualidade dos Medicamentos.
No segundo dia, oministro da Saúde deAngola deslocou-
-se a Coimbra, para uma visita ao Centro Hospitalar e
Universitário, para conhecer os detalhes sobre a for-
mação de farmacêuticos, produção de medicamentos
e tecnologias de informação aplicadas à saúde. Neste
mesmo dia, a delegação foi recebida no Centro Hospi-
talar de São João e na Faculdade de Medicina da Uni-
versidade do Porto. O último dia desta deslocação ao
nosso país foi preenchido com uma visita à Unidade de
Radioterapia no Instituto Português de Oncologia do
Porto, que antecedeu o regresso a Lisboa, onde visitou
o Instituto Nacional de Emergência Médica e o Instituto
de Higiene e Medicina Tropical.
Durante estes dias, o governante angolano sublinhou
as oportunidades para a indústria farmacêutica nacional
e para os profissionais de saúde em Angola. “A indús-
tria farmacêutica e a indústria dos serviços de saúde (de
Portugal) têm muitas oportunidades em Angola”, disse
José Van-Dúnem, citado pela Lusa. “Angola quase não
produz medicamentos e o mercado está quase virgem.
Uma das exigências na produção de medicamentos é
que a rotulagem e as bulas sejam em português e quem
produz em português já parte com esta vantagem”, que
Portugal deveria aproveitar, revelou o ministro.
José Van-Dúnem realçou que Portugal fabrica medica-
mentos com qualidade e que a população angolana “já
está habituada aos medicamentos portugueses”, sen-
do, por isso, uma grande oportunidade para a indús-
tria farmacêutica portuguesa. Além disso, Portugal, por
falar a mesma língua, “recebe um grande número de
doentes que vem a Portugal através da Junta Nacional
de Saúde” de Angola. “Portanto, poderia ser outro ni-
cho de mercado que Portugal poderia aproveitar e seria
mutuamente benéfico para os angolanos que deixariam
de se deslocar e para os portugueses porque os preços
que se pagam no sector privado da saúde (angolano)
são muito atractivos”, sublinhou o ministro angolano.
Segundo Van-Dúnem, Portugal possui muitos “recur-
sos humanos e, neste momento, com a reorganização
do sistema nacional de saúde português, há disponibi-
lidade de alguns profissionais, que seriam muito bem-
-vindos em Angola”. “Por outro lado, as instituições de
formação portuguesas poderão ser parceiras importan-
tes para reforçarem situações de formação em Angola.
É outra área que temos muitas expectativas”, afirmou
o ministro.
No final da visita ao nosso país, os ministros da Saú-
de de Portugal e Angola assinaram um memorando de
entendimento para fortalecer a cooperação em áreas
como a formação de profissionais, a emergência médi-
ca, o licenciamento de medicamentos, a transplantação
e a oncologia, entre outras.
Os ministros da Saúde de Portugal e de Angola assinaram
um memorando de entendimento
Tiago Petinga/Lusa
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