Ema Paulino passou a integrar o Bureau da FIP
A presidente da Secção Regional de Lisboa da Ordem
dos Farmacêuticos (OF), Ema Paulino, foi eleita para o car-
go de Secretária Profissional do Board of Pharmaceutical
Practice da Federação Internacional de Farmácia (FIP),
num mandato de quatro anos (2013-2017), tornando-se
a primeira mulher a pertencer ao Comité Executivo da FIP,
nos seus 101 anos de história. A eleição de Ema Paulino
pelo Board of Pharmaceutical Pratice da FIP foi ratificada,
por unanimidade, durante o Council Meeting realizado a
31 de Agosto. A Direcção Nacional da OF aprovou, por
unanimidade, no passado mês de Abril, um voto de con-
gratulação por esta sua eleição, considerando que “reflec-
te um justo reconhecimento internacional” e que “muito
prestigia a OF e os farmacêuticos portugueses”.
Revista da Ordem dos Farmacêuticos (ROF
): Que signi-
ficado atribuiu à sua eleição para o Comité Executivo da
FIP, em particular pela unanimidade desta escolha e pelo
facto de ser a primeira mulher a assumir este cargo?
Ema Paulino (EP):
Acima de tudo, sinto-me honrada pela
confiança que foi em mim depositada, e espero corres-
ponder da melhor forma àquelas que são as expectati-
vas dos membros em relação ao mandato que agora se
inicia. Ao longo dos anos em que tenho estado envolvi-
da na FIP, sempre senti que me foi dada oportunidade
de exprimir a minha opinião sobre os vários temas que
constam do seu plano de atividades, e nunca senti que o
facto de ser mais jovem ou mulher tivesse tido qualquer
influência nesse envolvimento. A FIP é hoje uma organi-
zação multi-cultural e multi-geracional, e é nessa diversi-
dade que reside a sua maior riqueza.
ROF
: Quais serão as suas responsabilidades no Comi-
té Executivo da FIP?
EP:
No Comité Executivo da FIP, assumo agora a respon-
sabilidade de representar a prática profissional, nas suas
várias vertentes. O Board of Pharmaceutical Practice é
constituído por secções, que representam as diferentes
áreas profissionais, como a farmácia comunitária, farmácia
hospitalar, análises clínicas, indústria farmacêutica, entre
outras. Internamente, a minha intervenção é a de guiar e
apoiar o desenvolvimento de atividades nessas mesmas
secções, e estimular o estabelecimento de pontes entre
elas, para que no seu conjunto proporcionem liderança
para o desenvolvimento de cuidados de saúde mais inte-
grados e que respondam efectivamente às necessidades
do indivíduo e da sociedade. Para o exterior, o grande ob-
jectivo passa por representar a profissão junto das várias
instituições com que a FIP se relaciona, nomeadamente a
Organização Mundial de Saúde, Governos dos diferentes
países, organizações de profissionais de saúde suas con-
géneres, entre outras.
ROF
: Que influência poderá a FIP exercer sobre os Go-
vernos dos diferentes países, tendo em vista ummaior
reconhecimento das competências dos farmacêuticos
e da sua mais-valia para os sistemas de saúde?
EP:
A FIP desenvolveu ao longo dos anos uma relação com
a Organização Mundial de Saúde, que tem sido fortalecida
na última década, e que permitiu a adopção de documentos
e posições comuns, como a das Boas Práticas de Farmá-
cia. Estas têm sido adoptadas emmuitos países, enquanto
legislação que regulamenta o sector da farmácia comunitá-
ria, tendo também contribuído para o reconhecimento das
competências dos farmacêuticos, particularmente no que à
utilização racional do medicamento diz respeito. O consen-
so que foi reunido em torno das declarações de Basileia,
quanto à prática hospitalar, permitiu também incorporar na
legislação de alguns países competências específicas, que
derivam da evolução da farmácia clínica. Desde o ano de
2012, a FIP tem também promovido um simpósio para
os membros dos Governos e das instituições nacionais de
saúde, que tem lugar antes do seu Congresso Anual, e que
é organizado em conjunto com o Ministério da Saúde do
País anfitrião. Estes simpósios têm proporcionado uma
maior interacção entre a FIP, as suas organizações-membro
e os Governos, e têm como objectivo discutir uma visão
comum sobre o papel do farmacêutico na sociedade e nos
sistemas de saúde. Num mundo globalizado, a intervenção
das organizações internacionais assume uma importância
crescente, pelo que uma FIP mais forte e representativa
desempenha um papel de inegável valor para o desenvolvi-
mento e afirmação da profissão.
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