tese de hormonas tiroideias da mãe, que, por sua vez, são
necessárias à maturação do sistema nervoso central do
feto e subsequente neuro-desenvolvimento da criança.
Existe evidência científica recente da existência de de-
ficiência de iodo em populações de risco em Portugal,
nomeadamente em grávidas e lactantes. Num estudo
referido pela DGS na sua Orientação, realizado com
3.631 grávidas em 17 maternidades, do Interior, Litoral
e Regiões Autónomas de Portugal, verificou-se que o
aporte de iodo era insuficiente face às recomendações
da Organização Mundial da Saúde. Neste estudo, 83
por cento das grávidas do Continente consumiram me-
nos iodo do que é recomendado e apenas 17 por cento
têm valores de iodúria adequados (> 150µg/L). As iodú-
rias obtidas nas Regiões Autónomas são significativa-
mente inferiores às obtidas no Continente. Na Madeira
92 por cento das grávidas apresentaram níveis inade-
quados (< 150 µg/L) e nos Açores a percentagem de
grávidas com iodúrias insuficientes ascendeu a 99 por
cento. Assim, torna-se essencial garantir que todas as
mulheres em situação de risco recebem suplementos
de iodo no início da gravidez uma vez que, idealmente,
as mulheres devem ter uma adequada reserva de iodo
antes da concepção.
A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica
(Apifarma) está a organizar um ciclo de conferências su-
bordinadas ao tema “Saber Investir, Saber Inovar”, em
que são debatidos temas como a investigação clínica, a
inovação, a segurança dos doentes, os medicamentos
biológicos e os modelos de financiamento dos medica-
mentos, este último a realizar a 18 de Outubro.
Na primeira edição, que decorreu a 18 de Junho, no
Centro Cultural de Belém (CCB) foram apresentados os
resultados de um estudo realizado pela Pricewaterhou-
ceCoopers, no qual se demonstra que a actividade de
ensaios clínicos poderia vir a representar um valor de
143 milhões de euros já em 2015, caso fossem aplica-
das medidas que permitissem potenciar o seu desen-
volvimento. O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos
(OF) esteve representado nesta conferência por Hernâ-
ni Sério, da Mesa da Assembleia Regional de Lisboa da
OF.
Na edição seguinte, a 28 de Junho, também no CCB,
foi debatido o estudo “Patient W.A.I.T. Indicator, 2012”,
elaborado pela Federação Europeia da Indústria Farma-
cêutica (EFPIA), que indica que, entre 2011 e o primeiro
semestre de 2012, os doentes portugueses tinham de
aguardar 498 dias para terem acesso à comparticipação
de um medicamento inovador autorizado em Portugal.
Esta conferência contou com a presença de João Paulo
Cruz, da Direcção Nacional da OF, em representação do
bastonário.
No dia 3 de Julho, o CCB foi palco para a terceira edi-
ção do Ciclo de Conferências, para a qual a autoridade
reguladora e os representantes dos diferentes agentes
da cadeia de valor do medicamento foram convidados a
Ciclo de Conferências da Apifarma “Saber Investir, Saber Inovar”
Bastonário participou em conferência sobre
medicamentos biológicos
debater a problemática da contrafacção de medicamen-
tos. O bastonário da OF esteve representado neste
evento pelo presidente do Conselho do Colégio de Es-
pecialidade de Indústria Farmacêutica, Nuno Moreira.
A quarta edição, realizada a 18 de Setembro, no Salão
Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, debruçou-
-se sobre os medicamentos biológicos. Esta conferência
teve a participação do bastonário da OF na sessão de
abertura, e nela foi sublinhada a necessidade de “um en-
quadramento regulamentar para a prescrição, dispensa
e utilização dos medicamentos biológicos em Portugal,
que previna o uso alternado de diferentes medicamen-
tos biológicos num mesmo doente, ou a sua substitui-
ção automática por biossimilares, sem conhecimento do
médico prescritor ou do doente”.
Sessão de abertura da quarta conferência organizada pela
Apifarma
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