A Direcção-Geral de Saúde (DGS) emitiu uma nova orien-
tação, relativa ao aporte de iodo em mulheres na pre-
concepção, gravidez e amamentação, que contou com o
apoio da Ordem dos Farmacêuticos (OF), através da sua
representante no Grupo de Trabalho criado pela DGS,
Isabel Vitória de Figueiredo, professora da Faculdade de
Farmácia da Universidade de Coimbra.
A Orientação nº 011/2013, publicada a 24 de Agosto,
tem como objectivo que todas as mulheres tenham uma
adequada reserva de iodo ainda antes da concepção
(preferencialmente, com três meses de antecedência)
e que em situações de risco tomem suplemento des-
te elemento logo no início da gravidez. No documento
pode ler-se que “as mulheres em preconcepção, grávi-
das ou a amamentar devem receber um suplemento di-
ário de iodo sob a forma de iodeto de potássio – 150 a
200 µg/dia, desde o período preconcepcional, durante
toda a gravidez e enquanto durar o aleitamento mater-
no exclusivo”, aconselhando a prescrição de iodeto de
potássio na dose devidamente ajustada. Recomenda-
-se também ponderação nas doses, nos casos espe-
ciais das mulheres que já tomam suplementos vitamí-
nicos e nas mulheres com patologia da tiróide, a substi-
OF participou no grupo de trabalho
DGS emite orientação sobre o aporte
de iodo em mulheres na gravidez
tuição do sal comum por sal iodado e uma alimentação
variada, “incluindo alimentos que, habitualmente, são
fontes de iodo, em particular: pescado, leguminosas e
hortícolas e, ainda, leite e outros produtos lácteos”.
A implementação desta orientação será sujeita a moni-
torização, atribuída à Sociedade Portuguesa de Endo-
crinologia, Diabetes e Metabolismo (Grupo de Estudos
da Tiróide), em parceria com outras entidades, a fim de
se poder avaliar, após dois anos desta publicação, a sua
repercussão na população grávida e mulheres lactan-
tes. Para este efeito, foi criada uma Comissão de Acom-
panhamento que funciona no âmbito da DGS.
Ao Infarmed caberá colaborar com a DGS e com a So-
ciedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Me-
tabolismo (Grupo de Estudos da Tiróide) na monitoriza-
ção de eventuais efeitos adversos do iodeto de potás-
sio sob a forma de medicamento, agora disponível. À
DGS, por sua vez, competirá promover a avaliação do
conteúdo de iodo nos principais alimentos consumidos
e implementar uma estratégia de iodização universal do
sal em Portugal.
Esta medida justifica-se pelo facto de a ingestão de iodo
durante a gravidez ser, comprovadamente, essencial à sín-
A Ordem dos Farmacêuticos (OF) enviou ao secretário
Regional da Saúde dos Açores, Luís Cabral, os seus co-
mentários à proposta de restruturação do Serviço Re-
gional de Saúde (SRS) dos Açores. No documento é la-
mentado o facto de não ser feita qualquer referência ao
papel dos farmacêuticos no SRS, revelando uma clara
falta de aproveitamento das competências dos farma-
cêuticos ao nível dos cuidados de saúde primários, na
promoção da saúde e na utilização da capacidade insta-
lada das farmácias e laboratórios de análises clínicas.
No entender da OF, a falta de integração dos diferentes
níveis de cuidados de saúde é um problema que se ar-
rasta há vários anos, pelo que é fundamental a criação
de mecanismos de gestão integrada da doença, que
permitam um acompanhamento do doente por parte
Contributos enviados ao secretário Regional da Saúde dos Açores
OF pronunciou-se sobre a reestruturação
do SRS
dos profissionais com maior proximidade à população.
Neste sentido, a OF considera que deve ser promovido
o alargamento da intervenção dos farmacêuticos, nome-
adamente ao nível da gestão da terapêutica dos doen-
tes crónicos, atribuindo-lhes capacidades para intervir na
monitorização de indicadores da doença e na renovação
da terapêutica, com base em protocolos de actuação. “A
utilização dos medicamentos de forma segura e efectiva
e, simultaneamente, sustentável do ponto de vista finan-
ceiro deve constituir uma condição basilar de qualquer
sistema de saúde. Uma grande parte dos custos associa-
dos aos cuidados de saúde é evitável, se for atribuído um
papel mais central e mais activo aos farmacêuticos, que
deverá ser legalmente consagrado, promovido e valoriza-
do pelos decisores políticos”, refere a OF no seu parecer.
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