BOLETIM CIM
no),
inibidores do fator Xa
(ex.: fondaparinux),
inibidores
diretos da trombina
(ex.: bivalirudina, dabigatrano, desirudi‑
na) e
trombolíticos
(ex.: alteplase, reteplase, tenecteplase)
– Limitar a variedade de concentrações disponíveis e pres‑
tar atenção aos locais de armazenamento, os quais deverão
estar adequadamente sinalizados; padronizar a prescrição /
dosificação; incorporar alertas informáticos referentes a inte‑
rações relevantes com outros medicamentos; padronizar os
procedimentos de administração; informar os profissionais
de saúde e os doentes sobre o uso correto e precauções
com estes medicamentos; estabelecer protocolos de moni‑
torização do INR; separar a heparina da insulina, assim como
de outros medicamentos que se dosifiquem em unidades; es‑
crever “unidades” em vez de U; protocolizar a administração
pré e pós‑cirúrgica.
1­‑3,1­2,1­4,1­5
III)
Antidiabéticos orais
(ex.: acarbose, dapagliflozina, gli‑
benclamida, gliclazida, glimepirida, glipizida, linagliptina, met‑
formina, nateglinida, pioglitazona, repaglinida, saxagliptina,
sitagliptina, vildagliptina) – Informar os profissionais de saú‑
de e os doentes sobre o uso correto destes medicamentos,
potenciais efeitos adversos que podem surgir, como evitá‑los
e como atuar caso se manifestem.
1­‑3,1­4
IV)
Bloqueadores neuromusculares
(ex.: atracúrio, cisatra‑
cúrio, mivacúrio, pancurónio, rocurónio, suxametónio, toxina
botulínica A e B, vecurónio) – Restringir o acesso a deter‑
minados serviços hospitalares onde são realmente necessá‑
rios (ex.: blocos operatórios, urgências); armazenar separa‑
damente com etiquetas especiais para diferenciar de outros
medicamentos; confirmar o estado de intubação antes da
administração; usar alertas informáticos (um doente com blo‑
queadores neuromusculares deve estar em ventilação mecâ‑
nica). O farmacêutico deve documentar a ventilação mecânica
antes de dispensar o medicamento. Usar etiquetas adicionais
e implementar sistemas de dupla verificação.
1­,2,1­2‑1­4
V)
Citotóxicos parenterais ou orais
– Para além da obriga‑
toriedade dos profissionais de saúde respeitarem todas as
normas de segurança respeitantes à manipulação destes
medicamentos (ex.: realização de dupla verificação de todos
os procedimentos farmacêuticos; uso de embalagem e rotu‑
lagem especiais), deverão ter‑se em conta outros aspetos
essenciais: não aceitar prescrições verbais; verificação da
data/hora de preparação da dose antes da administração;
verificação da correta colocação do cateter antes do início da
perfusão e monitorização de sinais de extravasão durante a
administração.
1­,2,1­2,1­4
VI)
Insulinas IV e subcutâneas
– Limitar as apresentações
disponíveis; incorporar alertas informáticos referentes a in‑
terações relevantes com outros medicamentos; separar a
heparina da insulina, assim como de outros medicamentos
que se dosifiquem em unidades; escrever “unidades” em vez
de U; prescrever de forma clara e coordenar sempre os ho‑
rários de administração com os horários das refeições; pa‑
dronizar a concentração de insulina a utilizar para todas as
perfusões de insulina; implementar sistemas de verificação
para as taxas das bombas de perfusão e concentrações;
dupla verificação quando se preparam diluições ou mistu‑
ras de insulina ou quando se administra uma perfusão IV;
informar os profissionais de saúde e os doentes sobre a
administração.
1­‑3,1­4,1­5
VII)
Medicamentos para administração por via epidural ou
intratecal
– Centralizar a preparação de misturas intratecais
no serviço da farmácia; preparar a vincristina e outros alca‑
loides da vinca diluídos numa minibolsa para perfusão para
eliminar o risco de confusão com seringas intratecais; etique‑
tar com “Para uso exclusivo intratecal” (ex.: baclofeno, bu‑
pivacaína, citarabina, iopamidol, iodixanol, levobupivacaína,
metotrexato, morfina, ropivacaína) ou “Para uso exclusivo
epidural” (ex.: bupivacaína, levobupivacaína, morfina, ropiva‑
caína); administrar os medicamentos por via intratecal num
lugar diferente e/ou em horários distintos da medicação IV;
dupla verificação na dispensa e administração; sinalizar as
terminações dos cateteres epidurais para diferenciá‑los das
linhas de administração IV; armazenar os contrastes iónicos
e não iónicos em lugares separados.
1­‑3,1­4
VIII)
Opioides IV, orais e transdérmicos
– Sensibilização dos
profissionais sobre a potencial confusão entre hidromorfo‑
na e morfina; padronizar as concentrações das misturas IV
e minimizar a quantidade de fármaco numa mesma bolsa de
perfusão; estabelecer protocolos de tratamento que incluam
doses máximas; assegurar a disponibilidade de naloxona em
áreas onde se usam habitualmente opioides; implementar
protocolos de manuseio das bombas de perfusão e realizar
uma dupla verificação do medicamento, concentração, dose,
velocidade de perfusão e colocação da via; informar os pro‑
fissionais de saúde e doentes sobre o uso dos adesivos de
fentanilo.
1­‑3,1­5
IX)
Soluções concentradas de eletrólitos
(ex.: cloreto de
potássio 7,5%, cloreto de sódio hipertónico, fosfato mono‑
potássico 1­3,6%, sulfato de magnésio 50%) – Retirar as
ampolas contendo soluções concentradas de eletrólitos das
enfermarias; assegurar que as ampolas se diferenciam de ou‑
tros medicamentos; centralizar a sua preparação / diluição
nos serviços farmacêuticos; utilizar protocolos para a sua ad‑
ministração que incluam indicações, concentração máxima e
velocidades de perfusão permitidas; utilizar alertas informáti‑
cos para evitar prescrições de doses superiores às máximas
permitidas.
1­‑3,1­2,1­5
Ana Rita Duarte
Mestranda em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Ciências da Saúde
da Universidade da Beira Interior
Sandra Morgado, Manuel Morgado
Especialistas em Farmácia Hospitalar dos Serviços Farmacêuticos
do Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E..
Referências bibliográficas
1­. ISMP‑España. Prácticas para mejorar la seguridad de los medicamentos de alto ries‑
go. 2007. Disponível em:
%20mejorar%20la%20seguridad%20de%20los%20medicamentos%20de%20alto
%20riesgo..pdf Acedido em 02‑05‑201­3.
2. ISMP. ISMP’s List of High‑Alert Medications. 201­2. Disponível em:
.
org/Tools/highAlertMedicationLists.asp Acedido em 03‑07‑201­3.
3. ISMP‑España. Lista de Medicamentos de Alto Riesgo. 201­2. Disponível em: http://
Acedido em 02‑05‑201­3.
4. IHI. How‑to Guide: Prevent Harm from High‑Alert Medications. 201­2. Disponível em:
lertMedications.aspx Acedido em 04‑07‑201­3.
5. Rosa MB, Perini E, Anacleto TA, Neiva HM, Bogutchi T. Erros na prescrição hospitalar
de medicamentos potencialmente perigosos. Rev Saúde Pública. 2009;43(3):490‑8.
6. Centro de Investigación para la Seguridad Clínica de los Pacientes. Alerta nº8: Medi‑
camentos de alto riesgo (I). Alerta de seguridad en atención sanitaria.
7. Junta de Andalucía. Guía de práctica segura: Manejo de la medicación de alto riesgo.
Disponível em:
dadpaciente/gestor/sites/PortalObservatorio/usosegurodemedicamentos/docu‑
mentos/GPS_MANEJO_MEDICACION_ALTO_RIESGO_VALORADA.pdf Acedido em
02‑05‑201­3.
8. IHI. High‑Alert Medications Require Heightened Vigilance. 201­1­. Disponível em:
nedVigilance.aspx Acedido em 08‑07‑201­3.
9. ASHP. ASHP Guidelines on Handling Hazardous Drugs. Drug Distribution and Control:
Preparation and Handling–Guidelines. 2006:71­‑90.
1­0. Massoomi F, Neff B, Pick A, Danekas P. Implementation of a safety program for
handling hazardous drugs in a community hospital. Am J Health‑Syst Pharm.
2008;65:861­‑5.
1­1­. NIOSH. NIOSH ALERT Preventing Occupational Exposures to Antineoplastic and
Other Hazardous Drugs in Healthcare Settings. 2004.
1­2. Graham S, Clopp M, Kostek N, Crawford B. Implementation of a high‑alert medica‑
tion program. The Permanente Journal. 2008;1­2(2):1­5‑22.
1­3. Magues I. Medicamentos de riesgo: uso seguro. 44
th
ASHP Midyear Clinical Meeting
and Exhibition. 2009.
1­4. INFOMED. INFARMED, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saú‑
de I.P. Disponível em:
Acedido em
04‑08‑201­3.
1­5. High‑Alert Medications and Patient Safety. International Journal for Quality in Health
Care. 2001­;1­3:339‑40.
1...,50,51,52,53,54,55,56,57,58,59 61,62,63,64,65,66,67,68,69,70,...120